19 abril 2014

Apresentação pública de Portugal-China: 500 aos




Terça-feira, às 18 horas, na Biblioteca Nacional. Apresentação do livro Portugal-China: 500 anos.

Na evocação dos 500 anos da viagem que levou Jorge Álvares de Malaca ao Mar da China Meridional com um carregamento de pimenta da Samatra destinado a Cantão, a Biblioteca Nacional de Portugal abriu ao público uma exposição evocativa do longo historial das relações luso-chinesas; relações e não apenas contactos, desdobrando-se em linhas de força paralelas, intensas e complementares que resistiram a conjunturas, encontros e desencontros e são as mais antigas ligando uma nação ocidental a um Estado do Extremo Oriente. A complexa trama destas relações, na qual se cruzaram interesses comerciais recíprocos, a ideologia da expansão portuguesa e a visão chinesa da ordem universal, o zelo missionário e a reacção local, os actos diplomáticos e as dificuldades de comunicação, o assentamento de portugueses e a invenção do luso-asiático macaense, mas também a transmissão de conhecimentos e de gostos, assim como a migração chinesa com destino ao mundo exterior – densa sucessão de acidentes, tendências e períodos – surge como demasiado longa e profunda para ser reduzida e simplificada. O livro põe em relevo os grandes instrumentos das relações Estado-a-Estado (tratados e convenções), o trato diplomático corrente entre os dois países, a evolução cartográfica e iconográfica da cidade de Macau, do séc. XVI ao séc. XX, com importantes apontamentos da acção de fotógrafos portugueses na China a partir de 1880. De autoria colectiva e multidisciplinar, que conta com a colaboração de académicos e investigadores, especialistas nas áreas cobertas pelo trabalho, a saber: fontes historiográficas, tipografia e imprensa, cartografia, urbanismo e história da arte, Padroado Português no Oriente, história das relações internacionais, letras, artes, música, orientalismo e sinofilia, história da ciência e da tecnologia, linguística e história das migrações.

17 abril 2014


Portugal-China: 500 anos, obra coordenada por Miguel Castelo Branco e editada pela BNP e Babel.

22 de Abril, terça-feira, às 18 horas, no auditório da Biblioteca Nacional.A obra de autoria colectiva e multidisciplinar evoca o longo historial das relações entre os dois Estados. A apresentação será feita pelo Embaixador João de Deus Ramos e por Miguel Castelo-Branco. 

Estrutura da obra:
Comemorar a China no grande encontro do Ocidente com o Oriente - António Vasconcelos de Saldanha 
A China sem mistério: Portugal e a China no início de uma nova era - Miguel Castelo-Branco

PRIMEIROS OLHARES
A primeira descrição da China: o manuscrito da Suma Oriental de Tomé Pires - Rui Loureiro
Bárbaros folangji ao largo - Miguel Castelo-Branco
O grande retrato do mundo oriental: a Peregrinaçam de Fernão Mendes Pinto - Rui Loureiro
Uma descrição da China para leitores europeus:
o diálogo De Missione Legatorum Iaponensium, de Duarte de Sande - Rui Manuel Loureiro 

FORMALIZAÇÃO DO ESPAÇO
A representação da China em Fernão Vaz Dourado - 
Francisco Roque de Oliveira
A primeira carta europeia da China: o mapa de Luís Jorge de Barbuda - Rui Manuel Loureiro 
O delta do Rio das Pérolas - Francisco Roque de Oliveira
Planta de Macau - Francisco Roque de Oliveira
Macau e as cidades comerciais de tradição manuelina - 
Hélder Carita 
Arquitetura sino-portuguesa: um exemplo emblemático - 

PERPETUAR A PALAVRA
Com letras metálicas se começa a escrever - João José Alves Dias
Os primeiros caracteres chineses impressos no Ocidente, 1570 - João José Alves Dias
Os primeiros caracteres europeus impressos na China, 1588 - João José Alves Dias 

MANDARINS DE DEUS
O Padroado Português no Extremo Oriente - Teresa Sena
A Diocese de Macau - Teresa Sena
Tomás Pereira, o jesuíta do imperador - Joaquim Magalhães de Castro
O Édito da Tolerância - Teresa Sena
Sena

DIÁLOGO DA COROA COM O DRAGÃO
A preparação de uma embaixada joanina - Miguel Castelo-Branco
A embaixada de Alexandre Metelo de Sousa e Menezes - 
Miguel Castelo-Branco
O Grande Rolo Amarelo - Fátima Gomes
Chapas sínicas: notícia de uma colecção - Isaú Santos 



DESVENDAR SEGREDOS
Contactos linguísticos luso-chineses: Tomé Pires, intérpretes e missionários - Telmo Verdelho
Produção metalinguística do encontro luso-chinês
e memória da língua chinesa no português - Telmo Verdelho
Mestres-fundidores portugueses na China - Vitor Luís Gaspar Rodrigues
Arsenal de Macau - Vitor Luís Gaspar Rodrigues
Medicina chinesa e medicina ocidental: os primeiros contactos - Adelino Cardoso | Bruno Barreiros

VIAGENS DO GOSTO
A porcelana chinesa - Maria Antónia Pinto de Matos 
Sobre o conceito de chinoiserie - António Filipe Pimentel 
O programa de chinoiserie da Biblioteca Joanina - António Filipe Pimentel
O património musical chinês em Portugal - Enio de Souza
A cultura do chá em Portugal - José Eduardo Mendes Ferrão



ROMPE-SE A MURALHA
O anfião - Maria Helena do Carmo
Macau no tráfico dos cules - Miguel Castelo-Branco 
O Tratado de 1862 - Miguel Castelo-Branco
O Tratado Luso-Chinês de 1887 - Miguel Castelo-Branco
O conde de Arnoso Em Caminho de Pequim - Ana Maria Costa Lopes
Eça de Queirós e o Oriente - Carlos Reis
Camilo Pessanha e uma Ata Secreta do Governo de Macau - Daniel Pires
Diplomatas chineses em Portugal - Miguel Castelo-Branco
Relações luso-chinesas em vésperas de revoluções - 
Miguel Castelo-Branco
A fotografia na China: do declínio da dinastia Qing à Revolução Cultural - Ângela Castelo-Branco | António Faria
Os fotógrafos de Macau e os portugueses que fotografaram a China - Ângela Castelo-Branco | António João Diogo Faria

DAS PORTAS DO CERCO E MAIS ALÉM
O macaense: português do Extremo Oriente - Miguel Castelo-Branco
Os Rangel de Macau: percurso de uma família macaense - Pedro Daniel Oliveira
Portugueses em Hong Kong - Miguel Castelo-Branco
Portugueses de Xangai - Alfredo Gomes Dias

DO CONHECIMENTO QUE FICA
Sinologia portuguesa: caminhos e veredas - António Aresta
Ta-ssi-yang-kuo: um marco indelével da imprensa de Macau - Daniel Pires
Um prefácio inédito de Wenceslau de Moraes - Daniel Pires
Fernando Pessoa bilingue impresso em Macau - João José Alves Dias
José Maria Braga/Jack Braga,1897-1988: ensaísta e colecionador - Isaú Santos
Henrique de Senna Fernandes – o escritor de Macau - 
Ana Maria Costa Helena Cunha Raquel Paradella LopesH

CHEGAR AO MUNDO POR PORTUGAL
A comunidade chinesa em Timor - Fernando Figueiredo 
Os primeiros chineses em Portugal - Ana Matias
Os chineses de Moçambique - Ana Matias
A nova imigração chinesa - Ana Matias



DO ORIENTE, O VERMELHO
O Oriente Extremo - António Araújo 
Tigres de papel - António Araújo 

O RETORNO DAS EMBAIXADAS
Em tempo de Guerra Fria - Moisés Silva Fernandes
Restabelecimento de relações diplomáticas, 1979 - 
João de Deus Ramos
Declaração Conjunta Luso-Chinesa sobre Macau, 1987 - João de Deus Ramos
Relações Portugal-China no século XXI - José Tadeu Soares

14 abril 2014

Os candidatos a sobas


Tenho seguido com a atenção exigida as propostas para as Europeias. Por mais que procure, ali não encontro uma só ideia de Portugal, e a ideia de Europa ali prevalecente não é a minha, pois não é a de Portugal na Europa, mas a de um quase servilismo perante tudo quanto nos diminui: a minimização e até ridicularização do Estado nacional, a transferência do que ainda remanesce da soberania, a exaltação do centralismo burocrático, da codificação e da falácia da "cidadania europeia", o corte radical com qualquer possibilidade de voltar atrás. Dir-se-ia que se transferiu de Portugal para a Europa a lealdade essencial, e que os objectivos nacionais permanentes desapareceram para darem lugar à defesa de uma lógica geopolítica que foi, é e será sempre contrária ao interesse nacional. Há quem, por seguidismo partidário, pensando o contrário daquilo que diz, sentindo o oposto daquilo que se repete ad nauseam, se dispõe a fazer campanha por tal programa sem ideias e reduzido à pregação da contabilidade e de medos. Comigo não contem para estas tristes cabriolices. Nunca vendi a consciência nos pequenos altares do calculismo e não é um discurso de colonizado ufano que me fará mudar de ideias.
Perante os eunucos da nova Cidade Proibida, só me ocorre, com sonora ousadia em tempo de rendição, um vibrante VIVA PORTUGAL !