14 abril 2014

Os candidatos a sobas


Tenho seguido com a atenção exigida as propostas para as Europeias. Por mais que procure, ali não encontro uma só ideia de Portugal, e a ideia de Europa ali prevalecente não é a minha, pois não é a de Portugal na Europa, mas a de um quase servilismo perante tudo quanto nos diminui: a minimização e até ridicularização do Estado nacional, a transferência do que ainda remanesce da soberania, a exaltação do centralismo burocrático, da codificação e da falácia da "cidadania europeia", o corte radical com qualquer possibilidade de voltar atrás. Dir-se-ia que se transferiu de Portugal para a Europa a lealdade essencial, e que os objectivos nacionais permanentes desapareceram para darem lugar à defesa de uma lógica geopolítica que foi, é e será sempre contrária ao interesse nacional. Há quem, por seguidismo partidário, pensando o contrário daquilo que diz, sentindo o oposto daquilo que se repete ad nauseam, se dispõe a fazer campanha por tal programa sem ideias e reduzido à pregação da contabilidade e de medos. Comigo não contem para estas tristes cabriolices. Nunca vendi a consciência nos pequenos altares do calculismo e não é um discurso de colonizado ufano que me fará mudar de ideias.
Perante os eunucos da nova Cidade Proibida, só me ocorre, com sonora ousadia em tempo de rendição, um vibrante VIVA PORTUGAL !

4 comentários:

Pável Rodrigues disse...

Viva Portugal.
E as suas bancarrotas?!
Não. Não foram só as que ocorreram na vigência do regime social-socialista. Ao longo da nossa "gloriosa" história contabilizamos muitas mais. Pelo menos, estas:
- 1560; 1605; 1834; 1837; 1840; 1846; 1852; e 1892.
Será que não é tempo de arrepiar caminho?


Jorge Bravo disse...

Apoiado!

Amélia Saavedra disse...

VIVA!

José Domingos disse...

Portugal, não se discute, honra-se.