24 abril 2014

Nada volta atrás


No espaço público e na nossa vida social, a relação psicológica que mantemos com os regimes políticos não se afastará muito daquela que no espaço privado e na nossa vida íntima estabelecemos com quem gostamos. A lealdade, a confiança, o amor e a disponibilidade em servir, uma vez postos em causa pela mentira e pela deslealdade, jamais poderão ser recuperados. Pode-se maquilhar o desencanto com todas as excelências da oratória, com as juras e protestos até ao túmulo, até com fingida inocência, mas rompeu-se a torrente de sentimento. Não há teatro que consiga pagar a morte daquilo que é espontâneo.

2 comentários:

Gi disse...

Bem dito.

João José Horta Nobre disse...

Destes é que ninguém se lembrou nas comemorações dos 40 anos da abrilada:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2014/04/ha-quarenta-anos-teve-inicio-uma.html