09 agosto 2013

Quando é que o PS abjura o símbolo do Partido Comunista Alemão?


Há anos que esse incómodo símbolo ofende e expõe o PS ao ridículo. Escolhida pelos fundadores em inícios dos anos 70 - sintomaticamente na Alemanha, pátria do marxismo e do nacional-socialismo - quiçá por ignorância, talvez por imposição de um nostálgico militante da corrente marxista do SPD, a mão fechada do PS foi copiada do Roter Frontkämpferbund, grupo para-militar do Partido Comunista Alemão, equivalente das SA de Hitler. Seguramente, Seguro desconhece tudo isto, até o facto do comum dos alemães se rir a bandeiras despregadas da antiqualha do mais deslavado leninismo que o PS mantém desfraldada no Rato.

06 agosto 2013

Propaganda, o que ao governo tem faltado


"(...) A verdade é que há boas notícias em Portugal. O desemprego voltou a cair pelo segundo mês consecutivo. O índice de produção industrial está a crescer. O índice de confiança dos consumidores também está a subir e, em consequência, a sangria no comércio a retalho está a estancar. Portugal foi o país da OCDE onde a produtividade mais subiu. O consumo de combustíveis aumentou pela primeira vez em dois anos. As poupanças dos portugueses continuam a aumentar e o vício do crédito continua a descer: o endividamento das famílias portuguesas baixou 9 mil milhões desde 2011. E, acima de tudo, o défice externo já foi destruído. Pela primeira vez desde pelo menos 1995, atingimos um excedente comercial positivo devido à queda das importações de bens de consumo e devido à explosão das exportações. O excedente positivo deve ser de 4,5% do PIB no final deste ano e de 6,4% no próximo ano. Repare-se que tivemos um défice externo médio de -8,3% do PIB entre 1999 e 2011 (a mãe de todos os males). O ajuste, portanto, está a ser notável. Entre 2011 e 2013, Portugal foi o terceiro país da Europa a ganhar quota no comércio internacional. Depois de crescerem 4,7% este ano e 5,5% no próximo ano, as exportações representarão 43% do PIB no final de 2014". 

Presos na armadilha do derrotismo que tudo justifica - até da estupidez malévola que assentou arraiais e por aí vai fazendo carreira - aos portugueses só é servida a conta-corrente de desastres. Infelizmente, o governo só tarde respondeu com inteligência à encenação dos crepes e cinzas. As recentes atoardas de um Óscar-qualquer-coisa (provedor da rádio Moscovo) contra Pedro Lomba, é expressão da raiva com que uma oposição absolutamente inacessível ao interesse nacional vê, escondendo, os resultados de tanto sacrifício que vai dando frutos. Sempre aqui se disse que o caminho seguido era o único. Para lá de fantasias e quixotadas, o governo disse e fez o que se impunha. Falhou-lhe, desde a primeira hora, a capacidade de exercer a propaganda (propaganda, sim) e, como tal, os inimigos da realidade construíram uma rábula que tornou possível o miraculismo dementado de um Artur Baptista da Silva, as fantasias desonestas do Bloco e a vã ilusão de Seguro.
Que Lomba seja o Secretário de Estado da Propaganda (da boa propaganda, da propaganda branca), e reduza a cinzas a propaganda negra, a contra-informação, a boataria e o derrotismo.

05 agosto 2013

Sejamos quatro na Península Ibérica


Madrid ameaça que passará a executar uma taxa terrorista a quantos entrem ou saiam da possessão ultramarina britânica de Gibraltar. Estranho procedimento o de Madrid, pois o rochedo foi cedido em Utreque a título perpétuo, com anuência e assinatura espanhola. Se bem que a população local não queira nem aceite ser trocada numas quaisquer negociações, seria oportuno lembrar que se o critério da cedência assentasse exclusivamente na filiação étnica e nacional da população residente, a Portugal, assim como à Itália, caberia parte de leão no processo de devolução, dado apenas 25% dos gibraltinos serem de ascendência espanhola, sendo que italianos são 20% e portugueses 10%. Espanta-nos igualmente o mutismo espanhol a respeito de Olivença, essa, sim, devolvida por tratado a Portugal. 
A península não se limita, pois, a Portugal e Espanha. É bom que a Grã-Bretanha e a velha Andorra partilhem a península cispirenaica, evitando a hegemonia e veleidades supremacistas de um dos Estados nela presente. Para mais, a Espanha não detém força dissuasória suficiente para impedir que atrevimentos oriundos do Norte de África se manifestem nas Colunas de Hércules.