04 maio 2013

A "impopularidade" de Assad

As sirenes do politicamente correcto não dão trégua aos mais desvairados agravos ao governo sírio, forçando a todo custo a agressão externa num momento em que se desenha a derrota militar dos exércitos mercenários jihadistas. Hoje, no campus universitário de Damasco, o regime exibiu grande força popular de apoio, não temendo bombas e morteiros dos inimigos da Síria. Este povo continua a afirmar qualidades de tenacidade e patriotismo dignos de respeito.

Um general na frente de batalha

02 maio 2013

Iconoclastia dos intolerantes da tolerância


Disse-me há tempos o bibliotecário de uma das grandes universidades norte-americanas que o lóbi dos "estudos do género" impôs o acesso condicionado a grandes obras clássicas, invocando o carácter "sexista" e "misógino" de passagens de Homero, de Eurípedes, das literaturas medievais cristã e árabe, mas também de Shakespeare, Voltaire, Diderot, Mark Twain, Faulkner...
Depois vieram os judeus, increpando a universidade por expor despudorada literatura "anti-semita", requerendo que tais "manifestos de ódio" deveriam ser precedidos por pedagógicas advertências; a saber, de novo Shakespeare, o repetente Voltaire, William Godwin, Dickens, Oscar Wilde, T.S. Eliot...
Corre nos EUA um abaixo assinado exigindo a remoção das figuras parietais escavadas numa das encostas da Stone Mountain, na Geórgia.. O conjunto escultórico exibe as infamantes imagens do General Robert Lee, do presidente Davies da Confederação, assim como do heróico Stonewall Jackson. É evidente que a petição vai passar, que as três figuras vão ser destruídas, que o vento liberticida, totalitário, ignorante e odioso somará mais uma vitória, lembrando os Budas de Bamyan dinamitados pelos Talibãs.
Vivemos, decididamente, num tempo de trevas.

01 maio 2013

Grande triunfo de um povo sobre a agressão externa


As notícias chegadas da frente de combate na Síria não podiam ser melhores; fragorosas derrotas para os terroristas, ofensiva generalizada do Exército Árabe Sírio em direcção à fronteira turca, definitiva limpeza das fronteiras com o Líbano e a Jordânia, retirada dos islamistas dos postos que haviam tomado no deserto sírio-iraquiano. Em Washington, fala-se de armas químicas, desenvolvendo o lóbi pró Al-Qaeda intensa actividade tendente a uma intervenção militar dos EUA e restantes parceiros ocidentais. Os arautos das guerras para espalhar mercado calaram-se subitamente. Tudo indica que falhou o assalto à Síria e a doutrina do Pentágono que acariciava a ideia da instalação do caos no Médio Oriente para, assim, caucionar a entrada em cena da novel aliança entre Israel e a Turquia. A guerra justa e defensiva que se trava naquele ponto do planeta é, sem dúvida, uma tremenda lição de coragem. Afinal, as boas causas tudo sobrelevam.

28 abril 2013

Vá lá, acabou o medo de dizer o que todos pensam

"Digo que convinha esclarecer primeiro de que valores falamos. Os "valores de Abril" são os que derrubaram a ditadura salazarista ou os que queriam impor uma ditadura comunista em seu lugar? Os "valores de Abril" são as tentativas de evangelização ideológica que ocorreram no PREC ou a liberdade que permitiu às populações escorraçarem os evangélicos? Os "valores de Abril" são os esforços para atribuir o poder a uma seita de iluminados ou a crença numa democracia representativa? Os "valores de Abril" são a recusa da austeridade ou a rejeição do endividamento? Os "valores de Abril" são bazófia lírica ou a visão necessária para construir um país responsável e independente? Os "valores de Abril" são, em suma, aquilo que os seus paladinos gostariam que tivesse acontecido a Portugal ou aquilo que de facto aconteceu? O resultado não é famoso, mas suspeito que poderia ser ainda pior".