24 novembro 2013

Viva a República ou como correu bem o congresso dos reformados


Almeida Santos (87), Pezarat Correia (82), Manuel Alegre (78), Alfredo Bruto da Costa (75), Carlos do Carmo (74), Boaventuta Sousa Santos (73), Vasco Lourenço (72), Bento Domingues (69), António Capucho (68), Ruben de Carvalho (68), Helena Roseta (66), Pinto Ramalho (66), Vítor Ramalho (65), Rosário Gama (65),  Pacheco Pereira (64) e outros centos juntaram-se em algazarra na Aula Magna, nem mesmo faltando ao evento a inefável Pilar del Rio, que lá estava em representação de Saramago e da fundação que a fundo perdido vai recebendo do Estado os restos da magnanimidade que nos arruinou. O Congresso em defesa do passado foi eloquente testemunho da falta de sabedoria de quem nada aprendeu com 40 anos de usufruto do poder exclusivo, não deixou nem obra material, nem obra cívica, ludibriou os portugueses com quimeras que sabiam inalcançáveis, espalhou o facilitismo, a cultura da rabugice e do chupismo, arruinou a Universidade, destruiu as Forças Armadas, promoveu a mediocridade, impôs um tipo absolutamente novo de censura invisível que acabou por transformar os portugueses em sociedade incapaz de pensar. Esta tirania que não dá pelo nome está a viver os últimos dias. O dinheiro acabou - eles bem o sabem - pelo que o apelo à violência é um aceno a nova turbamulta que lhes garanta adiar o fatal dia em que Portugal terá de virar a página a esta III República.


O congresso, ao contrário do suposto elã, foi mais demonstração de fraqueza que afirmação de poder desse regime saído da Constituição de 76. Não compreendem - pois não vivem como os outros - que aquela mole grisalha que ali estava para os aplaudir não faz revolução alguma, que ali estão para contrariar os imparáveis ventos que, diz a sociologia política, assolam qualquer regime envelhecido. Perante o espectáculo da passada 5ª feira, aqueles que quiserem dar o passo decidido para a mudança, podê-lo-ão fazer sem grande risco.

Em registo final, marcado pela sabedoria - para isso servem os filósofos - ocorre-me a consabida frase de Shopenhauer, para quem "só podemos formular um juízo correcto sobre coisas passadas e um prognóstico acertado sobre as coisas do futuro, quando estas não nos dizem respeito; quer dizer, quando em nada afectam os nossos interesses". 

6 comentários:

Maria disse...

Inteligente e acertada análise crítica do conciliábulo conspiratório na Aula Magna.
Esta brigada do reumático que, contràriamente à 'outra' que a esquerda unida se fartou de ridicularizar o mais que pôde e de troçar à exaustão, mas que pelo menos era íntegra, competente, honesta e patriota e sabia governar e sobretudo defender o País dos inimigos externos (pena não o ter feito de alguns perigosos bandidos internos que julgou serem inofensivos) é que pode ser assim catalogada e com toda a propriedade. É falsa, é traidora, é corrupta, é maçónica (o pior que podia ter acontecido a Portugal), é criminosa e está velha a cair de podre. Tal como estes bandidos apelidavam os governantes do Estado Novo, é bom que estes velhadas infamantes, que desavergonhadamente se auto-intitulam governantes, sejam apelidados e vexados pelos portugueses diária e contìnuamente e enquanto vivam, com os mesmos epítetos indignos e reles para que sintam na pele (se é que como verdadeiros Diabos estes seres infra-humanos têm sequer sentimentos) o tratamento indecoroso e falho de ética com que cruel e injustamente atingiam permanentemente os vizados.

Quanto a essa traidora, oportunista e cínica até dizer basta, H. Roseta, só há que lastimar profundamente a amizade que lhe foi tributada pelo infeliz Sá Carneiro. Essa hipócrita, que derramou bastas lágrimas de crocodilo quando aquele faleceu... e que secaram logo de seguida..., agora, vejam só!, entusiasmadíssima bateu palmas sonoras e de pé, neste ajuntamento ridículo e até traidor àquilo que eles próprios classificam de 'estado de direito'(?) e que esta genuína brigada do reumático achou por bem levar a cabo, ao seu anterior detestado inimigo político e presentemente amiguinho do peito, Soares, que odiava de morte Sá Carneiro.
O mundo dá muitas votas e fá-lo para nos mostrar a massa pútrida de que são feitas as pessoas sem coluna vertebral vertical.

Maria disse...

Miguel, desculpe lá mas publique este meu comentário em vez do outro, porque enviei aquele sem o ter relido e tem incorrecções e faltas. Antecipadamente agradecida.


Inteligente e correctíssima análise crítica do conciliábulo conspiratório acontecido recentemente na Aula Magna.
Esta verdadeira brigada do reumático que, contràriamente à 'outra', a esquerda unida se fartou de ridicularizar o mais que pôde e de troçar à exaustão antes e depois de Abril, mas que pelo menos era íntegra, competente, honesta e patriota e sabia governar e sobretudo defender o País dos inimigos externos (pena não o ter feito a alguns perigosos internos que julgou serem inofensivos) é que pode ser assim classificada com toda a propriedade. Esta é falsa, é traidora, é corrupta, é maçónica (o pior que podia ter acontecido a Portugal), é criminosa e está velha a cair de podre. Tal como estes bandidos apelidavam os governantes do Estado Novo, é bom que estes velhadas infamantes, que desavergonhadamente se auto-intitulam governantes, sejam vexados e troçados pelos portugueses diária e contìnuamente e enquanto vivam, com os mesmos epítetos indignos e reles para que sintam na pele (se é que como verdadeiros Diabos estes seres infra-humanos têm sequer sentimentos) o tratamento indecoroso e falho de ética com que cruel e injustamente atingiram durante anos consecutivamente os vizados.

Quanto a essa traidora, oportunista e cínica até dizer basta, H. Roseta, só há que lamentar profundamente a amizade que lhe foi tributada pelo infeliz Sá Carneiro. Essa hipócrita, que derramou bastas lágrimas de crocodilo quando aquele faleceu... e que secaram logo de seguida..., agora, vejam só!, entusiasmadíssima bateu palmas sonoras e de pé - neste ajuntamento ridículo e até traidor ao que eles próprios classificam de 'estado de direito'(?), mas que não obstante esta reles brigada do reumático achou por bem levar a cabo - ao seu anterior e detestado inimigo político e presentemente amiguinho do peito, Soares, o mesmo que odiava de morte Sá Carneiro.

O mundo dá muitas votas e é bom que o faça para nos mostrar a massa pútrida de que são feitas as pessoas sem coluna vertebral vertical.

Severo disse...

Excelente post e mais ainda, um excelente comentário da MARIA.
Parabéns
SRG

Maria disse...

Obrigada Severo pelas suas gentís palavras.
Maria

alberico.lopes disse...

Maria:o seu comentário é uma verdadeira apoteose ao post do Miguel!
O que mais me incomoda é a C.social,dominada por esta esquerda endinheirada,cheia de mordomias,continuar a apadrinhar tais toupeiras!
Quanto a essa helena,está mesmo na linha de outros camaleões que tanto têm medrado à custa do orçamento,onde se incluem para pasmo de gente como eu,a "bruxa" ferreira leite(agora endeusada...por esses soaristas e quejandos),o retornado capucho,mais um capacho andante e um palerma dum p.pereira,distinto ex-UDP e ex-prof.de 2ª.de Boticas e que,em má hora o Cavaco foi buscar para dar ares de intelectualidade, ele que,infelizmente,também dá uma no cravo outra na ferradura,para tentar manter-se de bem com Deus e com o diabo,como é sabido!Ah!Já me esquecia de outros dois: o Marcello,esse intriguista militante,que qual catavento,tentqa enganar papalvos,e o ditoso Rio da CM Porto,esse "querido"que até rejeitou o convite do Passos para o tal banco de fomento,porque acha que vai ser ele, em conluio com o monhé de Lisboa,a salvar o País!É infelizmente o que temos!Quanto a tentar ajudar a sair do buraco em que o filósofo nos deixou,isso é que não!

Maria disse...

Grata pelo elogio, Alberico Lopes. Mas e socorrendo-me das suas palavras, quem está efectivamente de parabéns é o Miguel pelos excelentes textos que aqui vai publicando, particularmente os que se circunscrevem a uma análise crítica da governação e no apontar dos erros graves cometidos pela classe política.