06 outubro 2013

As fabriquetas de falsa consciência da ideologia anti-ocidental

Passando pela secção de humanidades da Bertrand, apercebi-me do imenso caudal de títulos sobre escravatura que se vêm publicando entre nós, montra da recente revoada de estudos ditos africanos a que se têm dedicado esses institutos de estupidez inteligente que entre nós dão pelo nome de universidades. Demasiado ocioso para reproduzir informação sobre o tema, remeto para o impagável Olavo de Carvalho a impugnação dos afoitos "investigadores" nativos.

4 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Grande Olavo!

Publiquei:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2013/10/as-fabriquetas-de-falsa-consciencia-da.html

Contacto: historiamaximus@hotmail.com

AMCD disse...

Tem razão o indignado Olavo de Carvalho. A estupidez ideológica pode cegar e enviesar os estudos académicos. Infelizmente está bem distribuída por todos os quadrantes da academia, contaminando estudos, levando a falsas leituras da realidade e a estudos que são tudo menos ciência.

A escravatura ainda existe em África, e não é praticada por europeus ocidentais, de pele branca e olhos azuis, para surpresa de muitos.

Gonçalo Cadilhe, que não é um académico fechado no seu gabinete, coberto de livros e cartapácios por todo o lado, mas alguém que calcorreia o terreno, assinala-o no seguinte trecho da obra África Acima, que narra a sua travessia do continente africano, de Sul para Norte, na primeira década deste século:

“A Mauritânia, dizem os livros de sociologia, rege-se por um sistema de castas e divisões raciais para na Idade Média. No topo da hierarquia, os mouros. Logo abaixo, as suas mulheres. No meio, a população mestiça. Mais abaixo, os negros. No fundo, os negros escravos. Que, apesar de não existirem oficialmente desde 1981, continuam a existir na vida real. A minoria negra da Mauritânia é a maioria negra do Senegal. A discriminação racial é uma questão internacional. A ponte que falta sobre o rio [refere-se ao rio Senegal que divide os dois países] é apenas um pormenor na longa lista de retaliações entre os dois países.” (Cadilhe, 2007: pág. 184)

Sublinho, não estamos a falar do século XVIII, mas sim do actual.

João Alves disse...

Um reparo. Movimentos abolicionistas desde o século XVIII. Não direi que António Vieira fosse um abolicionista,mas que já defendia os escravos no século XVII é uma verdade.
Vi uma reportagem sobre negros americanos que, procurando as suas origens, visitavam os centros de tráfico da Africa Ocidental, e se horrorizavam ao descobrirem que o negócio era mantido pelos chefes tribais negros. Desconheciam por completo.

cardo disse...

Veja isso:

Criando uma Celebridade.

Parte II.

Parte III.

Parte IV.