17 setembro 2013

Maçonarias


Há pouco mais de dois anos, num jantar na embaixada de Portugal em Bangkok, perante o estupor de uma roda de conversa, afirmei ao embaixador da França que a religião oficial da República Francesa é a religião maçónica. Em surdina, a simpática embaixatriz francesa disse-me que não fizesse tais afirmações demasiado "assertivas", pois coisas dessas não "se podiam afirmar em público". Senti que a simpática senhora sabia do que falava e que, talvez - a hipótese é minha - haveria naquela sala vários irmãos que certamente não tinham gostado da minha "provocação". A notícia do DN não me espanta. Dir-se-ia que para lá dos partidos, a democracia e o sistema representativo foram há muito raptados por forças que são a negação clara do princípio da transparência propalado pelo regime, que redes informais poderosas mutilaram e mataram a leal concorrência, que as instituições que são salvaguarda da liberdade postulada desfiguraram a extremos de caricatura a igualdade perante a lei. É evidente que nas maçonarias há excepções e que ali também há gente honesta e limpa. Contudo, parece haver tamanha colisão de interesses entre a vida pública e as organizações secretas que, sem chegar ao extremo de advogar a interdição do acesso a cargos públicos a cidadãos que prestem obediência a tais associações, deveria ser-lhes exigida declaração de vinculação. 

6 comentários:

Maria disse...

Excelente escrito, a juntar a muitos outros, como é norma nesta casa.

Tem toda a razão no que escreveu. A França é a pátria da maçonaria, já completamente organizada e em acção, para não recuarmos ao século dezassete e à Grã-Bretanha onde ela efectivamente deu os primeiros passos, causando já e então suficientes estragos. O mundo ocidental está a ser governado há séculos pelas maçonarias e particularmente as democracias. Foi justamente para esse fim que elas foram criadas e, claro, comandadas pela maçonaria-mor, o mundialismo, o seu quartel-general situado no topo da pirâmide. O mal que elas têm feito à humanidade não tem limites nem explicação. Naquelas mentes psicópaticas encontra-se a motivação que é mais uma obsessão, na verdade um estado perigosíssimo de psicastenia, que os faz mover céu e terra para atingir os seus fins diabólicos. Que as populações das democracias, que eles criaram e exploram e nas quais provocam guerras artificiais quando tal lhes apraz só para satisfazer a sua ganância desmedida de dominar o Globo, estejam a morrer como tordos e aos milhões diàriamente, é-lhes completamente indiferente. Esta gente não tem sentimentos de espécie alguma, muito menos misericórdia ou compaixão pelo próximo, incluíndo os seus seres mais chegados.

Um homem de origem hispânica, John Salza, que pertenceu à maçonaria, abandonando-a mais tarde, escreveu um livro "Masonary Unmasked" onde descreve algumas das práticas obrigatórias a que foi submetido e que fazem parte dos rituais secretos para quem entra na Seita. Numa entrevista televisiva, ele menciona alguns daqueles que lhe desagradaram sobremaneira, mas um dos que lhe causou maior indignação e o levou a decidir não ser aquele o lugar certo para ele, como católico praticante que era e é, foi o facto de ser obrigado de imediato a desfazer-se de todos os símbolos religiosos designadamente o crucifixo ao peito e a aliança de casamento. O outro ritual que achou estranhíssimo e que acontece a todos os novos membros logo na primeira sessão, é "a obrigatoriedade de se despirem totalmente"(!!!)..., fora o resto que se adivinha. Se isto não é hilariante e incompreensível, para não entrar em considerações mais específicas e adequadas à situação, então não sei o que lhe chamar. Mas tendo em conta que se está perante a organização (satânica) mais secreta do mundo, até se compreende bem demais.

Daqui se conclui que todos os políticos e não políticos, que sendo reconhecidamente casados com filhos ou sem filhos e independentemente da filiação partidária, à medida que a democracia foi avançando no tempo foram aparecendo sem aliança (quando anteriormente a usavam) é certo e sabido que pertencem à/s maçonaria/s cá do sítio. Quando tal não se verifique e sabendo-se que são maçons declarados, é sinal que pertencem a maçonarias doutros países. Por exemplo Soares usa-a em Portugal porque pertence à maçonaria francesa, como os portugueses o sabem desde sempre e aliás o próprio o confirmou há muitos anos. É claro que quando anda pelas Franças provàvelmente retira-a..., como o terá feito nos anos que por lá viveu e que precederam 1974.

José Domingos disse...

Excelente texto. De facto, a maçonaria, corrói os aliceces de qualquer país. São a negação da democracia. Dantes era o padrinho depois foi a cunha agora é o irmão, que faz favores. Claro que depois se paga e bem.

Paul disse...

"Franc-maçonnerie" se conjugue selon de nombreux modes…

Mais, tout d'abord la "franc-maçonnerie" doit se situer dans la lignée de ces agressions multi-séculaires contre le christianisme puis le catholicisme… Pour faire rapide, retenons seulement trois de ces actions, parmi les plus remarquables… Au VIIè siècle, manipulations rabbiniques de quelques bédouins analphabètes pour faire surgir contre le christianisme une nouvelle religion copie conforme du judaïsme, l'islam - sous judaïsme… Puis vînt la Réforme, avec la propagation de l'Ancien Testament, encore du judaïsme contre le catholicisme…

Enfin, le sujet de ce message, la franc-maçonnerie… dont la cible reste le catholicisme… La Révolution française… Plutôt que de s'attaquer directement à la foi catholique, la franc-maçonnerie détruit les institutions inspirées du catholicisme… La Royauté… Confiscation de l'état-civil… Contrôle de l'enseignement… Laïcité, hypocrite… Les "Valeurs" pour divinités jalousement protégées de tout "blasphème" par la loi de la "République" des francs-maçons… Démocratie, anéantissement du pouvoir de tout corps social organisé pour y substituer le vote d'un magma informe et manipulable, tout individu quelle que soit sa conscience sociale est compté à égalité… une conscience sociale qui sera formatée dès la plus jeune enfance - une scolarisation de plus plus plus précoce ! - par l'école ; rôle à présent relayé et consolidé par des médias hégémoniques…

Dans l'actualité récente française, je retiendrai d'abord un fait : l'acharnement dont sont victimes les Petits Chanteurs à la Croix de Bois contraints de se déclarer en redressement judiciaire…

La Manécanterie des Petits Chanteurs à la Croix de Bois

Ensuite cette "charte de la laïcité" imposée aux écoles par Vincent Peillon… disciple de Fernand Buisson… tout ce qu'il y a de plus sectaire parmi les francs-maçons… Un article publié ce 11 septembre par IL GIORNALE se trouve parfaitement en harmonie avec ce message : Francia, la laicità si trasforma in integralismo, Obbligatorio esporre in tutte le scuole la Carta dei valori della Repubblica

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Do meu artigo «Um Presidente por um Rei», publicado no jornal Público (Nº 8096, 2012/6/8), e incluído no meu livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País» (Fronteira do Caos, 2012):

«Nos debates que regularmente se realizam no nosso país sobre o tema "Monarquia ou República", por vezes parece existir o pressuposto – mesmo entre os monárquicos – de que, se ocorresse uma mudança de regime, tal só se traduziria numa alteração ao nível da chefia do Estado. O que não seria de todo provável nem desejável. Por causa do que foi e do que tem sido a República, a restauração da Monarquia em Portugal nunca poderia, nunca deveria significar, simplesmente, trocar um Presidente por um Rei. Dificilmente não se efectuariam outras mudanças fundamentais em todas as áreas principais da vida pública.
A primeira iniciativa indispensável num restaurado Reino de Portugal – e até, se possível, prévio a este – seria a ilegalização e a dissolução total e, preferencialmente, definitiva do Grande Oriente Lusitano, complementada pela divulgação dos nomes de todos os seus membros, passados e presentes. Porquê? Porque é uma organização que há mais de 100 anos definiu como seu objectivo primordial combater e derrubar a Monarquia e que hoje continua a assumir-se como principal guardiã ideológica da República, como aliás se constatou durante as comemorações do centenário da dita cuja. Extinguir a maçonaria irregular em Portugal seria pois, mais do que uma forma de defender e de reforçar o (novo) regime, uma medida elementar de higiene e de segurança no trabalho (político).
Seguir-se-ia a reestruturação completa do quadro político-partidário. Outro erro de muitos monárquicos portugueses é pensarem e agirem como se os actuais e principais partidos políticos da República tivessem lugar e legitimidade numa Monarquia. Mas não têm. Recorde-se que, aquando da implantação da República, e, depois, dentro desta, nas transições entre primeira, segunda e terceira "versões", quase todos – se não mesmo todos – os partidos que existiam foram extintos e outros foram criados. Assim, porque teria o período posterior à restauração da Monarquia de constituir uma excepção? Portanto, todos os partidos que desde 1974 elegeram deputados para a Assembleia…da República teriam de ser, igualmente, extintos.»

Maria disse...

Completamente d'acordo com as palavras de Octávio dos Santos. Independentemente do regime político que venha a ser adoptado num futuro próximo em Portugal, o que há a fazer urgentemente e sem tergiversações nem recuos, é ilegalizar definitivamente todas as maçonarias, as regulares, as irregulares e todas as intermédias. Sem esta acção firme e patriótica, sem uma limpeza total das organizações secretas que destruíram a nossa Independência e parte muito substancial da nossa Soberania e mergulharam a alma do povo português numa "apagada e vil tristeza" vai para quatro décadas, Portugal afundar-se-á inexoràvelmente desaparecendo do mapa para sempre.
Claro que é isto mesmo que a maçonaria mundial deseja que aconteça a todos os países do mundo que ainda se consideram mìnimamente independentes. Um Povo a caminho dos mil anos de História, que travou batalhas e venceu guerras com enorme desvantagem numérica sem nunca desmorecer, não pode aceitar que semelhante catástrofe lhe aconteça. Para tanto basta um punhado de Bravos com a fibra dos nossos heróicos antepassados, que lutaram e morreram para nos legar esta Pátria amada e será possível levar por diante uma tão nobre quão gloriosa empresa. Só são necessárias três coisas: coragem para avançar, vontade férrea de vencer e amar Portugal mais do que a própria vida.

Maria disse...

"... esmorecer, ...", naturalmente.
Maria