06 agosto 2013

Propaganda, o que ao governo tem faltado


"(...) A verdade é que há boas notícias em Portugal. O desemprego voltou a cair pelo segundo mês consecutivo. O índice de produção industrial está a crescer. O índice de confiança dos consumidores também está a subir e, em consequência, a sangria no comércio a retalho está a estancar. Portugal foi o país da OCDE onde a produtividade mais subiu. O consumo de combustíveis aumentou pela primeira vez em dois anos. As poupanças dos portugueses continuam a aumentar e o vício do crédito continua a descer: o endividamento das famílias portuguesas baixou 9 mil milhões desde 2011. E, acima de tudo, o défice externo já foi destruído. Pela primeira vez desde pelo menos 1995, atingimos um excedente comercial positivo devido à queda das importações de bens de consumo e devido à explosão das exportações. O excedente positivo deve ser de 4,5% do PIB no final deste ano e de 6,4% no próximo ano. Repare-se que tivemos um défice externo médio de -8,3% do PIB entre 1999 e 2011 (a mãe de todos os males). O ajuste, portanto, está a ser notável. Entre 2011 e 2013, Portugal foi o terceiro país da Europa a ganhar quota no comércio internacional. Depois de crescerem 4,7% este ano e 5,5% no próximo ano, as exportações representarão 43% do PIB no final de 2014". 

Presos na armadilha do derrotismo que tudo justifica - até da estupidez malévola que assentou arraiais e por aí vai fazendo carreira - aos portugueses só é servida a conta-corrente de desastres. Infelizmente, o governo só tarde respondeu com inteligência à encenação dos crepes e cinzas. As recentes atoardas de um Óscar-qualquer-coisa (provedor da rádio Moscovo) contra Pedro Lomba, é expressão da raiva com que uma oposição absolutamente inacessível ao interesse nacional vê, escondendo, os resultados de tanto sacrifício que vai dando frutos. Sempre aqui se disse que o caminho seguido era o único. Para lá de fantasias e quixotadas, o governo disse e fez o que se impunha. Falhou-lhe, desde a primeira hora, a capacidade de exercer a propaganda (propaganda, sim) e, como tal, os inimigos da realidade construíram uma rábula que tornou possível o miraculismo dementado de um Artur Baptista da Silva, as fantasias desonestas do Bloco e a vã ilusão de Seguro.
Que Lomba seja o Secretário de Estado da Propaganda (da boa propaganda, da propaganda branca), e reduza a cinzas a propaganda negra, a contra-informação, a boataria e o derrotismo.

3 comentários:

Paulo Selão disse...

O cenário por detrás é que é medonho.

Bonaparte disse...



Muito mau, sectário e demagógico. Como é que uma pessoa inteligente pode deixar de o ser.

Combustões disse...

Ora, desde Assurbanipal que a governação não se faz sem propaganda.Um governante que a despreze acaba vítima da sua ingenuidade.