11 agosto 2013

Leitura de fim de semana


A Grande Fome de Mao, a maior catástrofe da história da humanidade, só há pouco mais de uma década foi inteiramente conhecida no Ocidente. As nossas livrarias, coalhadas de textos produzidos em torrente para os centos de mestrados e doutoramentos que por cá insistem em vergar a cerviz perante a mitologia comunista, destinam um lugar discreto, quase invisível, aos estudos [sérios] sobre as terríficas experiências comunistas. Portugal, marginal, provinciano e fechado, impenitente e ridículo, será, talvez, o último dos países da Europa Ocidental a não prestar a devida atenção aos estudos sobre o comunismo, a mais longa, mortal e destruidora forma de organização política de que há registo na história. E porque os portugueses quase não lêem, carregamos colectivamente a vergonha de fazer companhia aos gregos - excelente companhia - nas votações de partidos moral e conscientemente cúmplices de genocídios.

2 comentários:

José Domingos disse...

Os patrões do jornalismo, cá do burgo, e os jornalistas. seus criados, nem fazem ideia de quem foi mao. Esta história, não se aprende nas "univercidades"jornalisticas, que pululam por aí.
Esta história, não dá jeito.

João José Horta Nobre disse...

A não esquecer que Wall Street também teve um papel bem destacado na implantação dessa "longa, mortal e destruidora forma de organização política":

http://www.historiamaximus.blogspot.pt/2013/08/wall-street-revolucao-bolchevique-e.html

Cumpts,
JJHN