02 agosto 2013

Ausharren


A sondagem hoje saída merece algumas considerações. Aceitando de barato que as empresas de sondagens não obedecem a ditames estranhos à ciência estatística e que os interrogados foram aleatoriamente interpelados através de um racional que exprime a constituição do universo social português, estamos perante espantosos resultados. A coligação PSD/PP iguala o PS no momento mais crítico da legislatura, deixando supor que, de facto, o PSD+PP sairão com vantagem concorrendo em lista única ou candidaturas separadas. Os 3% do PP serão, como em repetidos actos eleitorais, o dobro das intenções expressas em inquérito, pelo que o PP do táxi será, no mínimo, um desses novos táxis-carrinha. Os 3% de "outros" e 9% de brancos e nulos não são, decididamente, eleitores desafectos ao governo, tudo indicando encontrarem-se em reserva expectante perante o executivo reconfigurado.
Concorrendo em listas separadas, os 32% do PSD e os 6% do PP abeiram os 40%. Se, porém, as duas forças que apoiam a actual maioria concorressem em listas conjuntas, esses 39 ou 40% permitiriam aspirar a uma nova maioria, dada a fragmentação da oposição.
A palavra de ordem para a maioria deverá ser "aguentar", perseverar; ou, em maré de hegemonia germânica, ausharren.

2 comentários:

Maria disse...

As sondagens são um monumental embuste seja qual for o ângulo pelo qual sejam observadas. O resultado das eleições, quaisquer que sejam, são igualmente a maior fraude na história das 'democracias'. Como aliás esta é uma das suas principais essências, sem a qual elas não sobreviviríam. Sendo a embusteira-mor, é claro, a 'democracia' norte-americana. É esta que dita as normas que regem as demais democracias' planetárias, ou seja, ensina como se processa imperceptìvelmente a mega-corrupção em todas as áreas do poder, esta, por maioria de razão, incluída. Como aliás todos os respectivos povos dos países 'democráticos' já disso se aperceberam há muito tempo. Daí a percentagem de votantes se cifrar em menos de 50% (os Estados Unidos são um exemplo paradigmático) a cada eleição e com tendência a baixar cada vez mais. O mesmo se passa com as sondagens, as pessoas interrogadas ou mentem ou não respondem ou, o que é o mais certo, os interrogadores limitam-se a manipular sistemática e vergonhosamente os resultados a favor da esquerda unida desde a primeira eleição 'livre' em qualquer democracia, a 'nossa' não podia ser excepção. Afinal esta é a ideologia para a qual eles trabalham em exclusivo e com contrato vitalício, em todas as 'democracias' da Terra.

Conservador disse...

Meu Caro,
Aguentar, sim, mas com saber e menos paródia.

Reduzir pensões, suplementos de horas extraordinárias, suplementares, de "representação" é zero, pois impõe-se reduzir hospitais, universidades, câmaras...e reduzir com saber.
Um exemplo:
As câmaras não podem ser reduzidas aos distritos? Podem. Aveiro, Coimbra, Porto, Guarda podem ser as câmaras, cortando As S. João da Madeira, Espinho, Condeixa, Valongo, ou Meda...Não estamos na era do pombo correio...nem precisamos de tanta câmara por cada pedra na calçada do território. Precisamos das freguesia, sim, e estas servirão os fregueses ajudando na feitura de requerimentos, ou pedindo o necessário, informando. O resto pode ser feito por uma boa centena de funcionários que cuidam do serviço público