14 agosto 2013

A retranca ofendida pelos factos


As várias rádios Moscovo mantêm silêncio de sepulcro a respeito dos indicadores de várias agências confirmando a inversão do ciclo económico. Os mosquitos do Algarve, um ou outro incêndio, a mulher esfaqueada pelo marido, o corpo da malograda criança afogada, o seriado das impugnações de candidaturas autárquicas; eis o noticiário de frioleiras e pequenas tragédias do verão.
O que me incomoda na cultura da retranca é a má-fé, a incapacidade das oposições fazerem jogo de torneio, preferindo a faca na liga, o anel de Locusta, a raivinha medíocre que só diminui quem a não consegue ocultar. Ontem, a pequeníssima figura de Octávio-qualquer-coisa, economista comunista (como se um comunista pudesse ser economista, dado a sub-religião que professa ser absolutamente contrária à ciência económica) lá tentou ajuntar umas migalhas de demagogia balcão-de-cervejaria. Eles andam furiosos. Queriam mais tragédia, mais desemprego, mais lágrimas e ranger de dentes. São os parasitas da crise. No fundo, eles são os mosquitos do Algarve, afogados de raiva, incendiários da mentira, os esfaqueadores psicológicos deste povo.

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