27 agosto 2013

A guerra química na Síria: coisas que não lembram nem ao diabo


Ainda os inspectores da ONU não tinham chegado a Damasco para realizar peritagens sobre o alegado uso de gases proibidos pelas convenções internacionais e já a Secretaria de Estado, o governo britânico e a Flambyland (França) condenavam a Síria e prometiam uma acção militar de envergadura (leia-se, invasão) "com ou sem a chancela das Nações Unidas". Para a jornalistagem tola, eriçada de afectos e causas justas - mas também de soez manipulação ditada pelos think tanks e lóbis ao serviço dos predadores internacionais - a Síria tem de ser atacada, desmembrada e transformada em terra-de-ninguém. A verdade é que a "comunidade internacional" interveio há muito na Síria. Toda aquela guerra de "libertação", com os milhares terroristas e Al Qaeda vindos das sete partidas do mundo islâmico, pagos e aplaudidos pelas sirenes da boa consciência ocidental, foi congeminada do exterior, alimentada do exterior, recrutada do exterior. Falhado o assalto e com o governo sírio batendo um a um os grupos armados, havia que forçar uma via alternativa para atingir o objectivo inicial.
Não lembra ao diabo que o governo sírio, em posição de força e no momento em que as suas forças armadas esmagam os inimigos do país, precisasse de recorrer a armas químicas para alcançar uma vitória militar inapelável. Não lembra ao diabo que o governo sírio atacasse populações nas cercanias de Damasco, tanto mais que as zonas onde supostamente foram usados gases tóxicos são maioritariamente povoadas por populações afectas ao regime. Importa sublinhar que as zonas em questão são bairros da burguesia endinheirada e estão para Damasco como Cascais ou Sintra para Lisboa. Aí, Assad tem a maioria do seu apoio e, precisamente por isso, os terroristas cometeram inomináveis matanças, num esforço desesperado para obrigar os habitantes a fugir dos seus lares, paralisar a actividade produtiva e desviar a atenção das forças armadas empenhadas em ofensivas vitoriosas no norte do país.

9 comentários:

José Domingos disse...

Nem mais. Para o "jornalismo " de mer.e analfabeto, esta questão não interessa.
Não era o obama o salvador do mundo, com a esquerdisse a cantar hossanas. Esta guerra, vai fazer um jeitão ao hollande, desvia as atenções da guerra que tem dentro de portas, e que os merdia censuram. Para os ilgleses, só sabem dizer yes boss, ao patrão.
Cumprimentos

Jose Catarino disse...

Não sei o que se passa na Síria, mas recordado da Jugoslávia, do Iraque, do Afeganistão, da Líbia, acabei de manifestar a minha indignação neste post:
http://jose-catarino.blogspot.pt/2013/08/la-vamos-nos-outra-vez.html?m=0
A leitura posterior do seu deu-me alguma tranquilidade: é bom saber que há mais quem pense que as opiniões públicas podem estar novamente a ser manipuladas.

Conservador disse...

Preto no branco: o relatório apresentado ao Kerry foi forjado? A CIA sabe perfeiamente que o ninho de vespas vem a seguir...qual é o interesse?

Rogério Maciel disse...

Não , o Kerry faz parte do relatório ...o que é o "relatório" ?
O Sionismo Israelita e Estadunidense do qual Kerry um nojento enrgúmeno , escravo da "novordemundial" , faz parte ...está tudo no Talmude .

Jose Catarino disse...

A CIA faz criação de vespas. Apesar de, por vezes, algumas começam a ferroar americanos, como fez Bin Laden. A especialidade da CIA, como se vai vendo pelos ficheiros que vão sendo tornados públicos, é a criação de vespeiros. Alguns dos quais, como o Afeganistão, têm saîdo bem caros aos americanos, que aí prolongaram o conflito para que os soviéticos tivessem o seu próprio Vietnam.
Sobre Kerry e outros que tais, lembro as palavras proféticas do chefe índio cujo nome não me ocorre: a língua do cara-pálida é bífida como a da serpente.

Rogério Maciel disse...

A CIA e a MOSSAD "criaram" o Bin Laden ...
O objectivo final , que não vão conseguir , é a"novordemundial" .

Maria disse...

Não recebeu o meu comentário de há quatro ou cinco dias? Pergunto porque vejo outros colocados que foram certamente enviados depois do meu.
Maria

Combustões disse...

Maria, o seu comentário foi destinado a Festival de Bayreuth de 2013.
Miguel CB

Maria disse...

Peço desculpa pela troca.
E renovo-lhe os parabéns pelo escrito.
Maria