09 julho 2013

Incontinências



Da logorreia e incontinência verbal à coprolalia, do género rastracueros à inimputabilidade geriátrica, Soares tem-se excedido em agravos de difamação, acicate à violência e desrespeito pelas instituições e seus titulares.Fá-lo em todas as circunstâncias com agastamento, rancor e quase impudicia, não só em mediáticos actos públicos para onde o arrastam (literalmente) com propósitos obscuros, mas também em circunstâncias menos expostas às quais acorre acidentalmente. Ainda há semanas, fui testemunha de uma destas lamentáveis intrusões da sua fúria abrasiva. Tratava-se de uma sessão evocativa de um homem de letras. Soares ali apareceu, levantou-se do lugar na assistência para tomar a presidência, tripudiou ignobilmente o orador convidado; por fim, apossou-se da evocação para infindável exercício memorialístico. Num país civilizado, o fel, o desprezo pelos outros, a incapacidade para razonar, a arrogância de que dá repetidas mostras seriam suficientes para que a família, os amigos e admiradores, por pudor ou prudência, o impedissem de dar livre curso aos demónios que o tiranizam. Custa-me dizê.-lo - não sendo médico, não opino - mas tudo concorre para que Soares não esteja no completo domínio das suas faculdades. Resta-me perguntar a quem interessará manter a ilusão de um Soares vivo, pois, tudo o indica, Soares já há muito morreu.

1 comentário:

alberico.lopes disse...

Post extraordinário!