12 maio 2013

Quando o ridículo não mata


Há setenta anos, dos monumentos da tirania aos homens de todos os combates, a Europa era governada, dos Urais ao pais do verde pinho por homens de estatura quase mitológica: o "Grande Pai dos Povos" na URSS, o regente Horthy na Hungria, o Conducator Antonescu na Roménia, Hitler na Alemanha, Mussolini em Itália, Pétain na França, Franco em Espanha, Churchill no Reino Unido e Salazar em Portugal. 
Há quarenta anos, das democracias ocidentais aos concentracionarismos eslavos e aos sobreviventes autoritarismos ibéricos, havia um de Gaulle, um Adenauer, um Tito, um De Gasperi, um Anthony Eden, um Marcello Caetano. Há trinta e poucos anos, já muito diminuídos mas com um remanescente toque de panache, havia um Willy Brandt, um Helmut Schmidt, uma Thatcher, um Mitterrand.
Hoje, temos o que temos, com Hollande no Eliseu. A fazer o papel que outrora foi de Bismarck, Angela Merkel. É a decadência, muito embora teimemos em não ver o fim que se aproxima.

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