10 abril 2013

Soares e Tatcher


Soares não pára e anda em agonias para forçar entrada na história. Hoje surge com a diatribe fúnebre à Dama de Ferro, aproveitando a oportunidade para fazer promoção pessoal, contar confidências e insinuar intimidades. Estranho tantas conversas com Tatcher, conhecendo a sua absoluta iliteracia no que à língua inglesa respeita. Soares não fala, não entende, não lê nem escreve em inglês, pelo que não terá tido jamais oportunidade para qualquer discussão substantiva com uma mulher formada em Oxford, discípula de Hayek e autora de obras consideradas relevantes no domínio em que era especialista. Para além da sua formação de base, eram várias as prendas intelectuais de Margaret Tatcher, não obstante a persistente lenda do seu desinteresse pela "cultura". Os seus discursos são belas peças de oratória, os manifestos que assinou trabalhos reveladores de conhecimento profundo no domínio das Ciências Sociais, as suas memórias um monumento à graça e à subtileza de dizer sem escrever, tudo provas manifestas de rara inteligência e domínio da expressão literária. Mário Soares, no que lhe cabe, fala mal o português, escreve mal e não deixa memórias. São ordens de grandeza imiscíveis. Muito ganharia Soares em poder ler Statecraft, Britain and Europe, The Revival of Britain e The Downing Street Years. Parece que a relação entre Soares e Tatcher fica por aí; o de serem duas figuras desiguais no que ao gabarito, talante e marca deixaram na vida dos países que governaram.

8 comentários:

alberico.lopes disse...

O Soares é um bandalho a que só uma com.social parola ainda dá credito!Melhor faria essa CSocial se plantasse cá para fora toda a ignomínia que esse pantomineiro trouxe à Pátria portuguesa,de que tanto se tem apropriado e roubado!

cardo disse...

Uma aposta.

José Domingos disse...

Esse imbecil, ainda no tmpo em que andava a mendigar dinheiro para criar o ps, e depois do Dr. Marcelo Caetano, lhe ter dado com os pés, falava cá dentro, como se fosse uma figura internacional. Lá fora, ninguém lhe passava cartão nenhum. Como escreveu Rui Mateus.
Esse fulano é um aldrabão. Os merdia esquerdoites é que fazem o frete de o ter que aturar.

Maria disse...

Concordo ponto por ponto com a sua análise. Esta Senhora foi Grande em tudo. Filha de gente humilde e não obstante as dificuldades graças ao seu próprio esforço e dedicação foi uma excelente estudante, uma boa filha, uma esposa dedicada, uma mãe estremosa, uma brilhante Primeira Ministra, uma patriota até à ponta dos cabelos. O Reino Unido perdeu uma Grande Mulher. A História deste país reservar-lhe-á um lugar à parte com todo o mérito.

Maria disse...

Esqueci-me de acrescentar.
Quanto a esse Soares, só de lhe ouvir o nome ou vê-lo nas televisões, até se me revolta o estômago tal é a repulsa. Esse traidor, falso como Judas, introduziu a ditadura maçónica no nosso país escudado num infame governo-sombra que vinha pretensamente libertar o povo português da terrível ditadura fascista, quando afinal esta, sim, é que é uma autêntica ditadura e das mais tenebrosas que imaginar se possa cujos principais elementos foram e são uns miseráveis traidores travestidos de democratas da mais pura água. Seita torpe e satânica, esta, que ele venera e à qual obedece como se de Deus se tratasse - e de facto ela é o seu deus, mas o Satã - que outra coisa não tem feito desde há muitos séculos e em todas as democracias do mundo onde teve a habilidade maquiavélica de as implementar para em seguida se apoderar do poder e não mais o largar.
Qualquer país em que esta maldita seita penetre tem o seu fim como país livre e independente. Foi o que sucedeu em Portugal com o golpe d'Abril. Se dúvidas houvesse bastava constatarmos a total desgraça em que se transformou um país outrora soberano, independente, orgulhoso e auto-suficiente e compará-lo a esta náu à deriva pejada de criminosos e ladrões em que o país se tornou vai para quarenta fatídicos e dolorosos anos.
Enquanto esta seita pestífera não for corrida daqui para fora, os portugueses jamais terão liberdade, a verdadeira, bem como segurança, paz e alegria de viver. Bem fez o Grande Salazar em manter estes diabos longe da Pátria enquanto governou. Pelo menos durante esses pacíficos anos poupou o país e o povo dos múltiplos crimes de sangue perpetrados pela classe política, pela corrupção desenfreada e pelos múltiplos assaltos aos cofres do Estado e a juntar a tudo isto, à maior tragédia humana de toda a sua longa e Gloriosa História.
Este homem, carregado de hipocrisia e cinismo, fez tanto mal a Portugal e aos portugueses que o castigo justo a ser-lhe aplicado era penar eternamente nas galés, vivêssemos nós no tempo delas. Como isto não é possível, então enfiá-lo numa masmorra para resto da vida, onde aliás deveria já estar confinado desde há pelo menos vinte ou trinta anos. E seria pouco.

TMC disse...

Esse "grande homem" apoiou nas Nações Unidas o regime sanguinários dos Khmers vermelhos no Camboja.

Lá se vai o palavreado todo.

João Amorim disse...

Acertivo.

abraço, caro Miguel

Gonçalo Ramos Ferreira disse...

"Como disse, a senhora Thatcher conversada era muito simpática e gostava dos socialistas estrangeiros, como François Mitterrand, Helmut Schmidt, Felipe González e eu próprio." Que humildade!