04 abril 2013

Narratretas

Excelente texto incendiário de Carrilho sobre o rosário de rábulas dessa nova literatura de colportage ("literatura popular" para Nizard e Teófilo, vulgo literatura de cordel) que vai invadindo o que resta da vida pública portuguesa, já sem Maria, não me Mates que Sou tua Mãe, sem Zés do Telhado e sem os irmãos Marçais de Foz Coa - esses, uns bons bandidos românticos - mas com ratoneiros e ladrões de estrada subidos até às culminâncias da vida pública; em suma, o fim do ciclo histórico da 3ª República esperando o golpe de misericórdia, ainda a "velha" não cumpriu as quatro décadas.

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