21 abril 2013

A destruição da mais sofisticada e civilizada sociedade do Médio Oriente

Até há dois anos, a "Grande Síria", isto é a República Árabe da Síria e o Líbano, era o que remanescia do sofisticado Islão herdeiro do califado de Damasco. Ali, séculos de vizinhança entre seguidores das grandes religiões monoteístas haviam permitido o advento do Estado não-confessional, da cidadania plena, da igualdade legal e de um nacionalismo abrangente, acima de divisões étnicas e sectárias. Tudo isso está a desaparecer. O documentário que vos deixo exprime com máxima eloquência o drama do fim de um país, pelo que não pouparei os meus leitores a mais considerações introdutórias. Que cada um retire as conclusões que a sua consciência, honestidade e preparação facultarem; que cada um saiba suspender por momentos os seus preconceitos e avalie, na guerra em curso, quem defende aqueles valores elementares que separam a barbárie da civilização, quem são os inimigos dos direitos humanos, quem subsidia o terrorismo e quem o combate.
A hipocrisia tem coisas destas. Sabendo quem ajudam, tal como no passado ajudaram os mujahedins do Afeganistão - o pan in herbis da Al Qaeda - os americanos duplicam o financiamento dos jihadistas com a condição destes construírem na Síria uma "democracia" (...) "respeitadora dos direitos das mulheres".

3 comentários:

Maria disse...

O sofrimento indescritível que se observa nestas imagens, ultrapassa os limites do que um ser humano psicològicamente equilibrado consegue suportar sem se comover tremendamente. O espírito do Mal já abrange a totalidade do Planeta.
Quando populações pacíficas e felizes são perturbadas por guerras fraticidas despoletadas artificialmente pelos donos do mundo em nome de uma "liberdade" e de uma "democracia" que nada significam porque são palavras ocas e cínicas que escondem a verdade com que se pretende iludir os próprios povos intervencionados, bem como os das Nações 'democráticas' à volta do Globo - uma espécie de diglossias adaptados àqueles seres sub-humanos, porque se valem de uma linguagem dupla e mentirosa para enganar o mundo: uma para os seus representados e outra totalmente oposta e secreta apoiando sem a
mínima hesitação as acções diabólicas que os seus patrões mundialistas despoletam, ignorando o terror e a mortandade que ajudam a semear, através de uma obediência e submissão cegas, àqueles - povos esses que nem disso necessitam visto que os seus governantes, com pouquíssimas excepções, são os primeiros a apoiar por antecipação e incondicionalmente os crimes bárbaros que aqueles desenvolvem e dos quais são orgulhosos representantes, devidamente acreditados, em cada um desses países 'democráticos'.

Perante tão horrendos acontecimentos que se sucedem a um ritmo infernal tanto quanto alucinante, atingindo mortal e indiscriminadamente populações inteiras de gente inocente e indefesa, pode dizer-se sem receio d'errar que o anti-Cristo se vem movimentando entre nós desde há muito tempo e hoje já se move sem receios e actua perfeitamente à vontade, isto é, a céu aberto e à vista desarmada.

Justiniano disse...

Uma vez mais, caro Castelo Branco, surpreende-me o espanto dos Sírios sobre os próprios Sírios. Mas que chusma de desalmados andaram ali a produzir estes anos todos!!?? Que grasso abandono gerou tamanha estupidificação de um povo!!? E não os viam crescer!? Brotar!? O fim daquela civilização já foi há muito, pelo que vejo!! Talvez aquando da saída Otomana!! É francamente perturbador!!
Um bem haja para si,

luís palma de jesus disse...

qual a agenda do actual presidente americano? em geopolítica, o erro líbio e sírio do obama não é erro