15 abril 2013

A China celebra-nos


Uma grande honra para Portugal. A armada chinesa entra hoje na barra do Tejo em visita de cortesia destinada a celebrar os 500 anos da chegada das Quinas e da Cruz de Cristo ao Extremo-Oriente. Hoje abandonados, desprezados ou tratados como um mero protectorado pelos ocidentais, o gesto de Pequim reveste-se de particular significado. Que sejam bem vindos e bom vento os traga, pois, como tem sido prática da política externa chinesa, tratam-nos de igual para igual. Pelo menos, aos olhos dos chineses somos ainda uma potência histórica e um Estado soberano. 

2 comentários:

Luís Lavoura disse...

Muito bem, excelente post.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Será mesmo «uma grande honra para Portugal»? Duvido. O regime político de Pequim continua a ser uma ditadura corrupta, feroz e expansionista. Além de que, há três anos, o Sagres foi impedido de entrar em Macau por ser... um navio de guerra. Onde estiveram então as «boas-vindas» e a «cortesia»?

E se «hoje (somos) abandonados, desprezados ou tratados como um mero protectorado pelos ocidentais», a culpa é inteiramente nossa. Não foi a «troika» que nos levou à bancarrota mas sim uma súcia de só-cretinos colocados no poder, em duas eleições sucessivas, pela maioria dos votantes portugueses.