28 março 2013

Tudo menos Passos Coelho


Desprezo o facciosismo, o enviesamento, a má-fé insistente, o ódio turvado pela ambição contrariada, o desrespeito pelas regras do jogo, a vontade de passar por baixo e por cima de tudo a todo o custo. Lendo a blogosfera eriçada de irracionalidade, assim como os periodiqueiros e colunistas sem respeito pela razão e entrincheirados em teimosa cegueira, fico com a sensação que a tal entrevista de ontem foi, para muito  distinto democrata - os tais que fazem profissão de fé numa cultura [democrática] que afinal pisoteiam - ocasião para os mais desvairados sonhos de desforra. Quem agora aplaude - ora, pasme-se - dizia há dois anos de Sócrates pior do que se diz de Passos Coelho. Começa a ensaiar-se a peça que chegará à boca de cena após o verão, o passar a esponja, a inocentação, a coitadificação do então atacado ex-primeiro-ministro. 
Eles vão a todas, aceitam tudo - até os irmãos Cavaco, mais o Zé da Tarada - como primeiro-ministro. Tudo bem, conquanto Passos Coelho não fique. Enquanto este país mantiver este supino desrespeito pela seriedade, enquanto teimarmos em não ver as crateras de subdesenvolvimento que vão nas cabeças da generalidade dos nossos queridos concidadãos, este país jamais se emendará.

3 comentários:

Isabel Metello disse...

Esta Campanha de Gestão de Crise e de Controlo de Danos via media, os mesmos que odiavam a persona pelo clima de estufa e de medo orwelliano que instalou, por micro-narrativas e modelação subliminar autopromocional constitui um tiro no pé, porque a Memória Colectiva ainda está activa, mas vai ser como o pingo de água na testa de analfabetos funcionais- O Exilado vai ser braqueado por ódio a quem herdou a sua hecatombe...Eis, de facto, o país que temos e a causa estrutural da decadência de Portugal!

PS: mal este Governo tomou funções assistiu-se a um bullying constante por parte das GCTPs e dos seus discípulos desta vida, dos media, foi um forró- como é que uma economia poderia avançar com tanta greve e tantas resistências estruturais?! Nunca, jamais, em tempo algum! Perdoam erros maléficos ao anterior governo, por interesse, mas não são capazes de fazer a quem herdou o fardo! É uma tristeza!

alberico.lopes disse...

Desculpe lá:quando diz Passos Coelho nunca jamais,está a insinuar que deseja o filósofo exilado em Paris?Será que eu venho qui iludido?

Combustões disse...

Alberico Lopes
Não vê que faço ironia a respeito dos inimigos de Passos Coelho?