19 março 2013

Alpoim Calvão, a novíssima biografia de um herói português


Comprei-o há dias e li-o de uma assentada: o retrato de uma estirpe desaparecida, de um tempo em que o patriotismo, o serviço e o sacrifício tudo sobrelevavam e em que aos portugueses ainda se abria o espaço de aventuras para além do mar. Quarenta anos após a Operação Mar Verde, a novíssima biografia de Alpoim Calvão é um merecido e necessário exercício de auto-estima. Ali está o que fomos, o que poderíamos ter sido e o que ainda podemos fazer se não nos resignarmos a apêndice, bantustão e protectorado de uma Europa à qual, decididamente, não pertencemos. 

3 comentários:

Maria disse...

Concordo totalmente. Estamos perante um Patriota e um Português como há poucos nos dias que correm. Saúde e longa vida é o que se lhe deseja.

Uma vez, poucos anos após a abrilada, estando eu e minha mãe a assistir a um leilão de um amigo de família, a certa altura reparámos que tinha acabado d'entrar na sala este Senhor Comandante.
O dono do leilão assim que o viu entrar interrompeu por uns segundos o dito leilão e disse em voz alta para todos ouvirem: "Cumprimento o Comandante A.C. que acaba de chegar. Este Senhor é um grande português e um grande Patriota". É claro que eu e minha mãe trocámos um olhar d'admiração e também de concordância, mas não sem eu própria ter ficado um tanto admirada do leiloeiro ter tido a coragem de proferir aquelas palavras, que mais não eram do que a pura verdade, numa altura em que os comunistas mandavam no país e sobretudo porque proferidas perante uma enorme assistência no meio da qual haveria certamente um ou mais comissários-bufos a mando do poder instalado para detectar 'contra-revolucionários' em tudo o que era sítio. Os mesmos farsantes que levaram anos a criticar desavergonhadamente os 'milhares de bufos' pertencentes à polícia política do Estado Novo, quando afinal veio a verificar-se ser a polícia política deste pseudo regime um milhão de vezes mais maquiavélica e terrorífica e dona e senhora de espiar os portugueses conservadores que não lhes aparavam o jogo, um bilião de vezes mais diabólica. É que, note-se, estávamos em pleno domínio comunista-socialista-extremista do país em que quem dissesse algo a favor do anterior regime ou elogiasse os Heróis portugueses, passados e presentes, tanto ultramarinos como continentais, eram vexados, ultrajados, difamados, ostracizados e todos apodados de fascistas reacionários.

Por um estranho e triste acaso do destino este leiloeiro, uma pessoa ainda nova e cheia de saúde, faleceu de doença inesperada poucos anos depois deste 'incidente', chamemos-lhe assim. Ter-se-ia tratado de uma coincidência ou de uma vingança de gente malvada (como são todos os que professam aquela ideologia) pela sua patriótica e destemida postura em público? Inclino-me pela segunda hipótese. Para tanto basta verificarmos o que tem vindo a acontecer ao longo dos anos e desde o 25/4, a patriotas e personalidades não conformes com a "via para o socialismo", que o sistema político tinha(tem) imposto aos portugueses (sem que estes se pronunciassem a favor ou contra, milhões dos quais se rebelaram e com razão) com intenção de que perdurasse para sempre, que foram falecendo repentinamente sem que nada o fizesse prever. Muitos deles bem conhecidos de todos nós.

cardo disse...

Vários artigos sobre "Portugal.

Duarte Meira disse...

"de uma estirpe desaparecida" do foco mediático.

Por isso, "ainda podemos fazer", como diz. Mas não sem antes bebermos o cálice até ao fundo e repensarmos estratégias e "formas de luta". (Vide o seu postal seguinte, de 20 de Março.)

Porque, meu caro Miguel, os heroísmos da mão no gatilho - passaram.