27 fevereiro 2013

A raiva que não passará ou o dia em que os ocidentais deixaram de poder falar em cultura


Passaram dez anos, mas persiste a raiva de quantos amavam, veneravam e usufruiam de objectos raros e marcantes da história da humanidade, expostos num dos mais ricos museus do planeta. Desenterrados e resgatados do silêncio por sucessivas campanhas arquelógicas, logo catalogados, restaurados e estudados, foram fonte de conhecimento e alegria para centos de arquélogos, historiadores de arte, assim como para turistas e milhões de iraquianos orgulhosos desse património sem valor que lhes lembrava  que aquela terra fora berço de acádios, sumérios e babilónios. 
Tudo isso se perdeu há dez anos. Bagdad violada, ultrajada, foi testemunha muda de um dos mais vis atentados à humanidade. O Museu Nacional, a Biblioteca Nacional e os Arquivos não mereceram a mais leve protecção dos invasores, que receberam ordens para apenas defenderem o Ministério do Petróleo. As miríficas armas de destruição massiva não existiam, mas isso não importa. Se o Louvre, a Bristish Library, a Pinacoteca de Munique, a Basílica de S. Pedro fossem de súbito invadidas por hordas de bárbaros; se os códices celtas, os frescos de Miguel Ângelo, as telas de Rubens, os papiros egípcios e a joalharia renascentista desaparecessem num dia de fogo, cobiça animal e roubo, o Ocidente perderia parte da sua alma. Isso aconteceu no Iraque, como aconteceu na Líbia, onde as antiguidades romanas estão a ser derrubadas por fanatismo, como aconteceu com os Budas de Bamyan e as colecções de manuscritos de Timbucto, e como será amanhã com o museu de Damasco. Tudo isso nos lembra que a cultura não é coisa de todos, que o vulgo a despreza (porque não se come), que os políticos já não são o que eram e hoje pouco de distinguem do homem-massa.

2 comentários:

Maria disse...

As tradições, os valores e a ordem estabelecida na maioria dos países livres e independentes, que perdurou por muitos séculos, vêm sendo paulatinamente destruídas por poderes ocultos (mas não tão ocultos quanto isso).
Aos apátridas e traidores ou seja aquelas seitas que existem como grupos criminosos organizados há pouco mais de cem anos - embora as suas raízes remontem ao séc. XVI - espalhados pelo mundo, só lhes interessa poder, muito poder económico e político e dinheiro a rodos. Quanto às tradições e orgulho pátrio, isso para eles não tem qualquer valor porque os apátridas, tal como o nome indica, não têm Pátria nem consideram a Pátria em que nasceram como sua, embora finjam que a têm. E quem não tem Pátria não possui valores como povo e despreza os dos outros, tendo-lhes inclusivamente um ódio de morte. Pelo contrário, os povos com tradições e valores recebidos dos seus ancestrais, conservam-nos religiosamente para os transmitirem intactos aos vindouros. Isto acontece de uma forma natural porque são valores patrióticos enraízados no sangue e na alma e passados de geração em geração.

E é este conceito de honra e respeito pelos seus antepassados e pelo chão sagrado que lhes deu origem como povo, alicerçado nos milhares de anos de existência, que os apátridas não conseguem admitir porque não compreendem que ele subsista e se perpétue nos povos antigos. E não conseguem (nem querem) porque não o possuem e o que é mais, desprezam-no como conceito.

A destruição sistemática de tudo quanto tenha valor histórico e sobretudo arqueológico, que se tem verificado nos países em que a 'democracia' entra para 'libertar' os povos 'oprimidos', é certo e sabido que se verifica logo após esta ter sido introduzida, geralmente à força das armas. E entre a confusão e destruição de objectos milenares valiosíssimos que os saqueadores (a mando) fingem desprezar, metade dessas peças (impecável e cuidadosamente manipuladas e secretamente desviadas) seguem directamente para as mãos dos receptadores que as vendem a coleccionadores e a particulares e/ou as trocam entre si. Outras mais tarde irão parar a leilões e algumas destas, uns anos depois, encontrar-se-ão à venda em luxuosos antiquários de Paris, Londres e especialmente Nova Iorque. Ou, noutra modalidade também muito praticada nos países 'democráticos' ou em vias de o serem, mas já instalada a revolução, passam para as mãos de particulares poderosos travestidos de políticos ou aparentados, mais conhecidos como os 'democratas libertadores de povos', que, por interpostos ladrões, mandam saquear os respectivos museus e palácios.

Os crimes patrimoniais sem perdão que têm sido praticados consecutivamente em museus e palácios iraquianos, afegãos, líbios, egípcios, etc., etc. (e até em Portugal, desde há quase quatro décadas) e em países recém-chegados à 'democracia', tendo a imprescindível guerra de permeio e centenas de milhar de mortos como finalidade, continuarão até que um poder maior do que o deles os combata e neutralise. Porque não é só nesses países que eles atacam. Nas democracias mais recentes ou mais antigas eles tornam-se reis e senhores e com a conivência dos políticos por eles próprios colocados nos governos desses países, fazem desaparecer em seu proveito tudo o que tenha valor material - desde o ouro em barra às obras d'arte de valor incalculável.

O mundo mentalmente são tem de se preparar para enfentrar estes seres malditos que não se fartam de destruir povos e Nações. Ou os derrubam ràpidamente ou o mundo tal como o conhecemos desaparecerá mais década menos década para dar lugar ao completo caos.
Afinal foi sempre este o fim ambicionado desde há séculos pela maçonaria mundial que, na ganância de possuir o planeta Terra só para si, foi avançando pé ante pé e no momento em que nos encontramos já controla (perigosamente) uma parte muito substancial dele.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Ponto 1: as armas de destruição massiva (maciça) não eram «miríficas»... existiram mesmo.

Ponto 2: as novas «hordas de bárbaros» que destruíram tesouros culturais no Afeganistão, Iraque, Líbia, Mali, têm um ponto em comum... eram todas feitas de muçulmanos.