27 janeiro 2013

O sindicalismo rasca


Razão tinha eu há meses para afirmar que o homem não possuía gabarito, educação e inteligência para dirigir uma central sindical. As grosserias hoje proferidas por Arménio-qualquer-coisa são instantâneo do calibre da peça, da falta de nível em que caiu certa oposição valetudinária, da inqualificável submissão da agenda golpista anti-governo a trogloditas da rua, não preparados, falhos daquele pingo de bom-senso e dos dois dedos de testa que fazem a diferença entre agitadores e líderes responsáveis. Se as afirmações de racismozinho de Arménio-qualquer-coisa tivessem sido ditas por um qualquer deputado da maioria, aqui d'El Rei que logo vinham pressurosos os vigilantes da Constituição, a matulagem do bloco e seus pina-maniqueiros de serviço, mais os periodiqueiros de faca em riste exigir imediata demissão do celerado. Mas não, trata-se de um comunista - os tais que ainda se atrevem falar da superioridade moral após o Gulague, Katyn, o genocídio da Ucrânia e os Processos de Moscovo - pelo que Arménio-qualquer-coisa, o tal que mal sabe juntar duas palavras, saíra incólume.
Ainda ontem dizia a uma colega minha que o pior que poderia acontecer a António Costa seria a vertigem da chefia do governo. O flatus vocis de Arménio-qualquer-coisa prova à saciedade que há na sociedade portuguesa uma subcultura canalha que requer atenção.

3 comentários:

simon disse...

Hi, palavreado mais alto e fino, é poeta cultivado. E porém o preto gordo etíope é porventura amarelo, vermelho, branco?, não é o alienígena escurinho ?

Combustões disse...

Simon (!)
Já leu a constituição (de 33, de 71 e de 76) ?

eligmu disse...

Não vejo qual o mal do comentário, o tal senhor era mesmo mais escurinho do outro. Também podia ter dito o mais gordinho ou mais altinho