23 janeiro 2013

Mobilização total contra a invasão terrorista


As mulheres sírias, assim como todos os homens entre os 18 e os 60 anos, passam a partir de agora a integrar as forças de defesa do Estado sírio, num esforço de mobilização geral que visa a defesa da sociedade perante a ameaça do fanatismo integrista apoiado pela auto-proclamada "comunidade internacional". As minorias religiosas cristã, druza, ismaelita, alauíta e até os judeus têm-se oferecido em massa para a defesa das liberdades de que gozam sob o regime de Assad, combatendo na linha da frente pela manutenção de um regime tolerante que lhes garante plena cidadania. Particularmente visadas pela violência dos inimigos da sociedade secularizada são as mulheres, que na Síria ocupam relevantes posições empresariais, assim como no sistema judicial, na educação, na universidade e na diplomacia. A imposição da sharia condená-las-ia à privação, de facto e de jure, da dignidade de cidadania. Tudo isto é triste, pois prevalece um cínico double standart que ao menos avisado dos observadores deixa perplexo. No Mali, a França lidera o combate contra as forças regressivas quando, na Síria, apoia aqueles que combate na África do Sahel.

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