14 janeiro 2013

Enfim, uma guerra legítima


Intervenção militar francesa em grande escala no Mali. Boas notícias, finalmente, após dois anos marcados pela inqualificável guerra sarkoziana ao povo líbio e pelo apoio à subversão terrorista jihadista na Síria. A França a puxar os galões da sua responsabilidade no Sahel, não mitigando o estatuto de potência projectando força externa, em contraciclo com a timidez desarmada e o embotamento da generalidade da Europa. Perante os destruidores de património insubstituível, os flageladores e lapidadores do mais sinistro islamismo, toda e qualquer intervenção é desejável à inércia. Não se trata nem de panache, nem de um acto gratuito. Estas exibições de força legítima da Europa são certamente um tónico e uma solene advertência a quantos se habituaram a ousar sem risco de retaliação. De parabéns, pois, François Hollande.

4 comentários:

Bmonteiro disse...

Talvez sim.
Era o que devia ter sido feito
no Afeganistão,
quando os anormais T se propuseram dinamitar os santos Budas.

Luis Moreira disse...

Oxalá que a ONU continue. Há muito onde intervir...

Luis disse...

http://www.neurope.eu/article/france-s-power-games-africa?utm_source=NEW+EUROPE+Newsletter&utm_campaign=870a258757-_New_Europe1_21_2013&utm_medium=email

João Pedro disse...

Totalmente de acordo. Note-se a ironia de estar sozinha(em relação às potências ocidentais), quando em tempos os franceses eram os "cobardes" do Ocidente...