06 março 2012

Bangkok


Três horas de Lisboa a Londres, sete de espera nesse inferno gelado e logo doze fastidiosas horas sem pregar o olho. Ao meu lado, um russo, daqueles de forma elefantina que deviam pagar por dois, tamanho o incómodo que causam aos incautos parceiros de viagem. A Tailândia, novamente. Aqui tenho vindo repetidamente para empregar as migalhas dos meus préstimos ao país. Na próxima quinta-feira, inicia-se o Colóquio Internacional sobre as relações Luso-Tailandesas, a penúltima manifestação das celebrações meio-milenárias que os dois países, mas sobretudo a boa-vontade e miltância de uns poucos conseguiram transformar em algo que não deslustrou o nome de Portugal. Ainda o colóquio não começou e já só penso na próxima e derradeira manifestação. Lá para o Outono, defendida a tese, poderei regressar com a edição em inglês desse trabalho de galeriano que me desfez os olhos.

05 março 2012

Viagem a Siam: barra do Siam à vista


Desembarcámos na foz do Chao Phraya e fomos recebidos por um certo Piedade, da Cristandade de Siam, homem escuro de pele, mas que guarda ossos, proporções e ventas como os portugueses. Vinha de Samsen como piloto para nos levar rio acima e trouxe manjares e as amizades do Barcalão. O galeão da Cidade do Santo Nome de Deus seguiu a derrota do Achém para naquela terra viciosa devastar o infiel. Amanhã lançaremos ferro no bandel dos Portugueses de Siam.

04 março 2012

Viagem a Siam: a frota já partiu de Lisboa


Caros leitores. Aqui vou na esquadra da Índia, São Julião já não se vê e um vento forte empurra-nos Atlântico adentro. Desta vez, a campanha é na Asia Vlterior, para além do estreito de Malaca. Prevê-se que na entrada do Golfo de Sião juntar-se-nos-á o muy artilhado galeão de Macau, que ao bandel dos Portugueses de Odiá leva o novo Capitão a quem o Senhor nosso Rey fez mercê de tão alto posto.