04 fevereiro 2012

Monarquia e República: mitos e ressentimento



Ontem, no debate entre monárquicos e republicanos, procurei a via do esclarecimento, acima dos insultos ao actual chefe de Estado - bombo de festa para as mais desvairadas atoardas - e acima da politiquice que só degrada a liberdade. Abordei a dimensão psicológica do anti-monarquismo, o ressentimento, os "tramatizados-sociais", bem como os mitos e essa enorme ignorância intoxicada de panfletarismo que foi passando ao longo de décadas e se transformou em doutrina. Infelizmente, parece que só consegui um interlocutor, o Dr. João Soares, que foi cordato e soube discutir com serenidade um tema que já faz parte do calendário político português. O ambiente não convidava, decididamente, a entrar no cerne do debate de natureza politológica.
Os monárquicos não podem envolver-se em guerras contra o Chefe de Estado - seja ele quem for - pois isso é guerra que não interessa. Não podem os monárquicos ser utilizados como peonagem em lutas da mais chã politiquice, pois o que de nós se espera é pensar acima dos partidos e acima dos interesses. Foi, infelizmente,um debate adiado.

03 fevereiro 2012

Força Vasco, nós sermos a muralha de aço


O transbordo ortográfico - coisa imposta por decreto regulamentadeiro e absolutista por gente que nunca abriu um livro nem jamais pôs os chispes numa biblioteca - foi corrido do Centro Cultural de Belém no mesmo estilo como o foram os argentários do Templo de Jerusalém: a pontapé. Vasco Graça Moura, um dos poucos pescoços que nesta terra se pode dar ao luxo de reivindicar uma cabeça, acabou com um equívoco. Outros que o sigam. Vá, não tenham medo de perder os encostos !

02 fevereiro 2012

Blackout


Não sei se repararam o total blackout das várias rádios Moscovo a propósito da atribuição da condecoração à Infanta Dona Adelaide de Bragança. Contrariados - amofinadíssimos, claro - os vários Propagandaministerien lá concederam o meio minuto para os intocáveis. Não, essa liberdade proclamada na lei da imprensa é a liberdade para ocultar, distorcer, enganar e, se possível, ridicularizar, escarnecer e ironizar de tudo. Aquelas cabecinhas semi-letradas não servem para mais.
Estou, podem crer, com terríveis ganas de partir para um novo exílio voluntário. Isto é irrespirável !

31 janeiro 2012

A autoridade que rasga a escuridão


A biografia não é recente, mas ganha plena legibilidade um ano após o início da chamada "primavera árabe", que não deu em liberdade, mas em caos - caos induzido, pois claro - e agora pede reparações e duras sangrias que se farão pela via oposta. Tive o privilégio de estar em Omã em 1983, orgulhoso sultanato que foi império e pertence à Arábia Azul, do mar e do comércio. Participei com o João Portugal, enquanto membros da Nova Monarquia , na delegação da Paneuropa de Otão de Habsburgo, que ali deslocou uma grande delegação por ocasião do 13º aniversário da ascensão do Sultão Qaboos bin Said ao trono. Foram dias intensos dos quais guardo as melhores imagens. Ali, não obstante as guerras entre portugueses e omanitas, o nosso nome é respeitado, como devem ser respeitados os inimigos que se batem olhos-nos-olhos.
Aquela terra árida e inclemente deu passos de gigante ao longo destes quarenta anos de reinado, sem esbanjamento e sem abdicar de um grama da sua identidade. Qaboos será, sem dúvida, um dos mais bem sucedidos grandes estadistas de cepa  reformista, pois produziu obra material e humana sem os efeitos colaterais das ditaduras, demonstrando como só as monarquias podem ser a um tempo agentes de paz e mudança social.

30 janeiro 2012

Relações entre Portugal e a Tailândia: a tragédia dos Protukét de Ayutthaya e o nascimento de Bangkok

Relações entre Portugal e a Tailândia: a conquista de Malaca e o sistema internacional sinocêntrico



Pese a tenebrosa escuridão das imagens, aqui está, em tom ameno de charla, a continuação da visita de estudo que o Millennium BCP realizou à exposição Das Partes do Sião, patente na Biblioteca Nacional de Portugal.

Relações entre Portugal e a Tailândia: os três vectores da relação



Visita de estudo à exposição Das Partes do Sião, patente ao público na Biblioteca Nacional de Portugal até finais de Fevereiro. Tem sido grande o interesse do público, expresso pelas centenas de pessoas que a ela têm acorrido. As imagens aqui apresentadas foram gravadas no sábado passado e coube-me, por ausência do Professor António Vasconcelos de Saldanha, fazer de cicerone. Amanhã: a conquista de Malaca e os primeiros contactos com os siameses.