20 dezembro 2012

A geração que queria ser europeia


Helena Roseta mostra as maiores reservas sobre a possibilidade de junção entre a TAP e a TAAG, aplaude a inviabilização do negócio com os brasileiros. Invoca os "grandes desiquilíbrios" e desigualdades culturais para, logo, exprimir preferência por uma solução "europeia" para a transportadora aérea nacional. Para mais, referindo-se aos angolanos, resolve o problema recorrendo à psicanálise pronto-a-vestir, aludindo a uma "vingança da história" e à "colonização do ex-colonizador". Esta gente não tem emenda. Odiaram Portugal como os seus maiores inimigos não o fizeram, nunca puseram um pé na África portuguesa e viram o fim do império como a libertação de um fardo, esquecendo-se que Portugal não era a Bélgica, a França ou a Grã-Bretanha, que se podiam dar ao luxo de manter o poder colonial através de uma elite nativa que lhes garantia a intocabilidade da exploração.
Quiseram meter-nos no redil europeu a empurrões e pontapés, sem condições, assinando de cruz e dos fundos europeus - que escondiam a destruição da economia portuguesa - fizeram bandeira para justificar a submissão colonial, a evacuação da soberania, a raquitização do Estado. Viveram como "europeus", imersos  na rede de cumplicidades que os mantinha por cá como procuradores de interesses que serviam mas não controlavam. Quando tudo acabou - chegados a esta ignominiosa situação de mão em concha, mendigando favores - não conseguiram pensar para além do que tinham aprendido. Insistem e até esqueceram as torrentes palavrosas da "lusofonia" sem obras, este adereço que ocupava o vazio deixado pela redução de Portugal às fronteiras do século XV. Agora, já nem Pessoa lhes interessa, tão ligados estão à feudo-vassalidade que os prende aos "europeus". Assim não vamos lá. Portugal está a perder a experiência do mundo, pois coisas destas não estão na genética mas no exercício e práticas de relacionamento. Estamos a transformar-nos numa Catalunha, na Sicília ou em mais uma dessas veneráveis carcaças históricas, cheias de passado e sem futuro algum.

2 comentários:

Jorge Henriques disse...

Miguel,
Permita-me um pequeno contributo: é TAAG e não TAG. De resto concordo com a ideia do que publicou. Aliás, neste particular, a própria situação atual da nossa companhia de bandeira prende-se com as amarras europeias à intervenção do Estado na mesma. E isso ninguém discute. E em corolário, a estratégia -numa perspectiva do interesse nacional - passaria por constituir as duas margens do Atlântico Sul como centros de gravidade para atuação. Mas, estamos nisto.

Maria disse...

Todas as resoluções a serem obrigatòriamente respeitadas e cumpridas, de extrema gravidade econòmicamente falando e não só, nos países que aderiram à UE, faz com que esses países estejam ligados indissoluvelmente às respectivas normas que regem a estrutura (pirâmide) "UE". E isto não é de somenos. Todo o seu clasulado foi gizado em ordem a desrespeitar, prejudicar ou mesmo a inibir o máximo possível as leis constitutivas que regem os países que assinaram aqueles tratados.

Um só exemplo, dos muitos que estão a atar de pés e mãos os povos europeus que, por interpostos governantes-fantoche vendidos ao mundialismo, aderiram ao sistema ditatorial com que os estão a subjugar, escravizar, destruir: imagine-se que é completamente interdito a esses países, que ainda se supunham mìnimamente autónomos, injectar legitimamente dinheiro, absolutamente necessário para a revitalização das estruturas e renovação da sua frota, nas suas companhias de aviação!!!
Uma medida restritiva desta natureza foi pensada para afundar definitivamente essas companhias de bandeira, isto após todas as outras grandes empresas que ainda produziam riqueza nos respectivos países já terem sido criminosamente levadas à falência.

O mundialismo não dorme na parada e quem duvidar que eles, os donos do mundo, querem destruir a humanidade, então que leiam literatura credível que aborda estes assuntos e que os denunciam preto no branco. Há quem diga que tudo o que lá está escrito é inventado. Isto não passa de hipocrisia e cinismo para iludir os povos. O que eles, os vendilhões de pátrias conjuntamente com os seus patrões, têm é um medo atroz de deixar de empochar milhões de milhões, impedindo-os de continuar a encaminhá-los para as suas contas off-shore. Todos os crimes económicos e políticos que estão a acontecer desde há décadas (para não dizer há vários séculos) na Europa e no mundo, estão lá escarrapachados tintin por tintin, descrevendo minuciosamente como, quando e onde se iriam verificar com o decorrer dos tempos. E é tudo isto que tem vindo a acontecer e é completamente comprovável.

A única maneira dos povos europeus - aqueles que foram enfiados à sua revelia por um punhado de traidores nessa (des)união política execrável que é a UE - se recomporem dos vexames sucessivos e de pràticamente nenhuma liberdade económica e política a que estão sujeitos através de uma espécie de camisa de forças que os paralisa, de voltarem a ser donos dos seus destinos, é de, além de saírem o mais depressa possível da UE, voltarem a recuperar a sua anterior moeda/padrão-ouro, substituída que foi por uma porcaria de euro que vale menos do que o tostão furado do séc. XIX.
Só assim será possível aos povos europeus submetidos à escravidão duma UE comandada pela maçonaria mundial, recuperar a independência e soberania perdidas.

Apregoam, qual cataclismo, os traidores que venderam os vários países ao grande capital, que seria uma tremenda catástrofe se esses países saíssem da UE e mais ainda se abandonassem a moeda única (o Reino Unido nunca aderiu ao euro nem nunca abandonará a sua rica libra e, pelo que se está a passar relativamente ao euro..., com carradas de razão). Tretas e mais tretas. Uns poucos anos, sim, talvez passassem por algumas dificuldades, mas pelo menos sabiam qual a finalidade (patriótica) dos seus sacrifícios. E a recuperação da soberania de uma Pátria pelo seu povo, vale todas as lutas e sacrifícios do mundo.
É em alturas de perigo extremo como aquele que estes povos atravessam, que os Grandes Homens de cada país se revelam em toda a sua Valentia, Nobreza e Valor. Esses ficarão para sempre na História da Europa como os Heróis da nossa era.