06 novembro 2012

O urso gordo de caracóis.

6 comentários:

Isabel Metello disse...

Aahahahahaha! Miguel, olhe só isto para me fazer rir hoje :)))

João Amorim disse...

Ela não está bem, na verdade nunca esteve. É uma xéxé. A "Dama" diz que o pai a mandou embora e que neste país os homens batiam nas mulheres e que estas não podiam ter conta bancária mas o meu pai nunca bateu na minha mãe e a minha mãe tinha mais do que uma conta bancária!!!

Isabel Metello disse...

Bem, João Amorim, nesse caso, estaremos, portanto, perante uma circunstância de loucura lúcida, pois o facto de o Sr. Seu Pai não bater na Sra Sua Mãe e de a Sra Sua Mãe não sofrer controlo económico até sobre pecúlios próprios, para além de violência doméstica (se for ao site da PSP verá que é uma das práticas comuns dos agressores, estando inscrito nos comportamentos padronizados daqueles...) isso não implica que muitas outras mulheres não sofressem ou sofram- não seja indutivo, basta analisar as estatísticas que lhe desarmam a teoria. Se, mesmo hoje, é o que se vê com uma taxa de mortalidade (fora as que são anuladas por estratégias mais sofisticadas de acordo com o perfil do agressor- os brutos tb no espaço público, que não só no de conforto, são mais facilmente apanhados em "flagrante delito" (este pressuposto até é risível- como é que se apanha a maior parte dos agressores domésticos em flagrante delito?! Como é que uma miúda grávida faz 46 queixas de violência doméstica à GNR e o seu caso só foi dado como crime depois de estarem Duas Vidas na morgue, entre Elas a de Um Nascituro?! Dever-se-iam fazer perícias forenses a sério e não seguir-se o paradigma maléfico e desresponsabilizante do "diz que disse" de porteira, que é a matriz de uma sociedade ainda medieval, com a agravante de ter convertido essa tendência de rebanhos de pensamento e de acção em autos-de-fé de senso comum numa versão de show business com a incorporação exponencial da matriz da sociedade de consumo que leva tendencialmente tanta gente a objectivar os outros e faz tantas, mas tantas vítimas, pela deturpação vulgarizante da mensagem contida na imagem dos 3 Macacos Sábios: não ouvem, não vêem, não falam, só se tiverem algum interesse nisso. Tal designa-se como total ausência de responsabilidade cívica individual e colectiva, o flagelo que levou Portugal ao naufrágio a vários níveis! Podem mudar as personae em palco, que os bastidores se mantêm cristalizados...Como tal, aí subscrevo na íntegra o que Paula Rego disse, pois foi, tem sido e é a mais Pura das Verdades e "contra factos não há argumentos", só quando os sofismas oligárquicos se impõem e se tentam branquear ou até inverter situações!

MIGUEL disse...

... E SÓ AQUI SE VÊ TUDO ISTO. " BIEN SÛR " DIZ A LINDA EM PARIS. "CLARO" DIZ O JOSÉ EM MADRID...

Bonaparte disse...


Isto é um país de xé-xés, a começar pelo residente da Repúlica.

João Amorim disse...

cara Isabel Metello

Vou então repetir o que disse por outras palavras: Paula Rêgo disse que se foi embora porque o pai a "mandou" ir para fora. O que a menina Rêgo queria dizer eu intuí e muito bem. Então querem ver que os homens batiam nas mulheres no tempo de Salazar? As bestas batiam!! Com ou sem Salazar, não faltam bestas em a bater nos dias de hoje nas mulheres.