24 novembro 2012

O último aviso


O Príncipe Carlos - talvez o maior inimigo do chamado "progresso", do "desenvolvimento" e do "crescimento", bezerros de ouro da mitologia industrialista e da religião do lucro - deixa um tremendo aviso que deve ser ouvido. Ficam, pois, explicadas, as sucessivas campanhas difamatórias que lhe têm sido movidas pela plutocracia. Carlos faz lembrar, cada vez mais, o velho Konrad Lorenz nos seus Oito Pecados Mortais da Civilização. À beira do abismo, a voz de um Príncipe, representante de um passado verde, de agricultura biológica sem transgénicos, regimes alimentares sem hormonas, águas limpas, florestas reverenciadas, urbanismo à escala humana; em suma, a ideia medieval da natureza como um limite ao atrevimento destruidor do homem. 

4 comentários:

Duarte Meira disse...


Veremos se, com tais e tão excelentes credenciais, ele chegará alguma vez a ser entronizado...

Daniel Azevedo disse...

Confesso que não esperava um comentário destes da parte de um historiador!
Voltar à Idade Média?! É essa a sua solução?

Agricultura "biológica" medieval da qual um camponês obtinha 2 grãos por cada um plantado.
Águas tão limpas que a população bebia vinho avinagrado para não adoecer da "pureza".

Acho que a seu credo na religião da Monarquia lhe começa a toldar o sentido crítico.


Cumprimentos


Combustões disse...

Quando me refiro à Idade Média, faço-o, bem entendido, no paradigma de respeito e na inibição em contrariar a natureza e não no que respeita à tecnologia, que a modernidade transformou em fim.

cardo disse...

"Quando me refiro à Idade Média, faço-o, bem entendido, no paradigma de respeito e na inibição em contrariar a natureza e não no que respeita à tecnologia, que a modernidade transformou em fim."

Já dizia o nosso Mário Quintana:

"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro."

Esse Azevedo é um achado.