14 novembro 2012

O gestor das greves


O homem não se cala. Destila ódio por todos os poros e tem a agravante de se pavonear de gravatinha pelos piquetes de intimidação, com ar de quem vai à comunhão ou à quermesse de domingo no coreto do jardim municipal. Agora dá-se ares de dótor das greves, gestor de paralizações, empreendedor de desastre económico. O tal Arménio qualquer-coisa - antes fosse um Gulbenkian, que trouxe milhões para Portugal - faz a perfeita caricatura do sindicalismo bas fond destinado, não aos trabalhadores, mas aos profissionais que vencem para não-produzir. Hoje vi longas filas aguardando o autocarro, milhares calçando ténis deslocando-se a pé para os seus postos de trabalho, outros milhares saindo de casa às sete da manhã para não perderem o precioso dia de trabalho. O canelado Arménio, esse desloca-se de piquete em piquete, gravatinha à puxar ao pingarelho, perorando sobre a greve enquanto "investimento no futuro".Carvalho da Silva, que nunca aprendeu a falar correctamente o português, esse, pelo menos, sendo duro, não era nem rasca nem odioso como o Arménio qualquer-coisa. Ao pé de Arménio, Carvalho da Silva era um Kant, um arquiduque, um príncipe. Com sindicalismo à batalha do rail esta terra não vai a parte alguma.

2 comentários:

Pedro Leite Ribeiro disse...

Digo, com regozijo, que fui um dos que saiu de casa às sete da manhã para percorrer mais de 60 km para chegar ao meu local de trabalho. Lá, quase ninguém fez greve. Regressei cansado, como de costume, mas mais satisfeito do que o usual.

Isabel Metello disse...

E os que são Católicos, da CGTP e do PCP?! Ó Miguel, que figuras!

Obrigada, Pedro Leite Ribeiro, a si e a pessoas como o Pedro, pois são Resilientes perante esta trupe que eu tão bem conheço, dignificando aquilo que muitos gostariam de ter e não têm, como eu- um emprego- contribuindo para a melhoria da Economia do país, que está a ser sabotada por estes actos maquiavélicos meticulosamente urdidos- faz parte do programa!
A única classe a quem dou legitimidade para fazer greve é aos professores!
Quanto às greves dos transportes lesam a pátria de uma forma escabrosa!