05 outubro 2012

Que voltem as bandeiras da união



Anestesiados e vítimas de sucessivas campanhas que anularam a faculdade crítica, obrigados a aceitarem como natural o estado de coisas presente, degradados a extremos na deseducação do brio, do orgulho e amor-próprio, caídos no descalabro do protectorado após décadas em que os centros de decisão foram um a um transferidos ou desvitalizados, usados, enganados e privados de voz, os portugueses chegam a este 5 de Outubro de 2012 brutalmente despertos e com a clara percepção da extensão do desastre em que o regime os precipitou. 
Os portugueses têm que escolher entre a liberdade e a servidão, o recobro ou o empobrecimento, a abertura de um novo ciclo histórico ou o colapso. Terão de o fazer agora, sem messianismos e sem a tentação das fórmulas enganadoras que sempre trazem as tiranias - que advogam a paz a todo o custo, até  caucionando o extermínio da liberdade - e recuperarem, reaprendendo-o, o sentido da nossa presença no mundo. 
No fundo, tudo é simples. Temos uma língua, uma cultura e uma história que nos distinguem como comunidade de destino, conhecemos os objectivos permanentes do Estado português, conhecemos as debilidades tão bem como os argumentos e falácias daqueles que, dentro e fora, concorrem para a nossa perdição. Este foi o último 5 de Outubro, disso não tenho quaisquer dúvidas. Exige-se que entre o caos e a restauração de Portugal, saibamos a partir de hoje reinvindicar o único caminho para o recobro em liberdade, autodeterminação colectiva que requer - com a máxima urgência - a Restauração da monarquia.

2 comentários:

zazie disse...

Pelo menos simbolicamente foi.

Bonaparte disse...


Para que serve um rei? para caçar elefantes?
Precisamos algo mais do que isso. Na verdade, e ao contrário, de quase todos os políticos janotas, quer do parlamento quer do governo, pelo menos, o cidadão Sr. Duarte Nuno cumpriu o serviço militar, e, tal como eu, foi voluntário para servir a Pátria Portuguesa e muito me honra ter sido seu camarada de armas.