09 setembro 2012

Faz hoje 38 anos que o governo português deu ordens à Força Aérea para bombardear a Rádio Clube de Moçambique

E desde esse dia, somos escravos em terra de exílio...


Va', pensiero, sull'ali dorate; 
Va, ti posa sui clivi, sui colli, 
ove olezzano tepide e molli
l'aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta, 
di Sionne le torri atterrate… 
     Oh mia Patria sì bella e perduta! 
O membranza sì cara e fatal!   
Arpa d'or dei fatidici vati, 
perché muta dal salice pendi?
Le memorie nel petto raccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati, 
   traggi un suono di crudo lamento;
o t'ispiri il Signore un concento 
che ne infonda al patire virtù!

4 comentários:

Rui Moio disse...

Na noite do 7 de Setembro espalhámos por algumas ruas de Luanda alguns panfletos em papel A4 escritos por mim a exortar o meu bom povo angolano a seguir a revolta heróica de Moçambique e a tomar consciência que a Junta de Salvação Nacional (ou antes Desnacional?) nos levava a todos para uma enorme catástrofe. Infelizmente o General Spínola não apoiou a revolta do 7 de Setembro em Moçambique.
E, hoje, o saldo da derrota comporta a destruição cobarde e vergonhosa da nossa Pátria de todas as etnias e a morte violenta de mais de dois milhões de compatriotas portugueses. Recordo as guerras por procuração que se seguiram durante décadas em Moçambique e Angola, a invasão de Timor e o genocídio de boa parte da sua população pela Indonésia e, a instabilidade permanente na Guiné-Bissau. À custa do sacrifício do Ultramar e das suas populações julgaram os abrileiros poder desenvolver a Metrópole. Passadas estas décadas de anti-História temos o desastre na ex-Metrópole, o fim sem esperança do Portugalinho que nos restou.
Não há castigo para tamanho crime!

Isabel Metello disse...

Sem dúvida, Miguel, é um choque cultural quotidiano, não há nada a fazer, para quem tenha mantido a matriz (sim, porque conheço casos muito próximos que são autênticas cópias do provincianismo mais bacoco de aldeia que se possa imaginar e esqueceram-se totalmente da Matriz Africana!:)...É ter de lidar com a mesquinhez, com minudências e maldadezinhas cobardes de gente que mantém mentalidades queirosianas! É um desgaste, mas pronto, creio que ao Honrar-se a Matriz que nos viu nascer está-se a assumir um tipo de resiliência que talvez funcione como força de atrito, se bem que, muitas vezes, nada vale a pena com almas tão pequenas! A mim não me aculturam! Jamais!

Bmonteiro disse...

Erro, Miguel.
Aí está uma operação que se faz sem grande entusiasmo.
Saír com a tropa em avião da Beira para reocupar o RCM, mas sem bombas ou algo semelhante.
E com vidraças e portas destruidas por vandalismono interior do edifício quando reocupado.
Tempos depois, outra acção sem grande entusiasmo: aí sim com uma carga de explosivos, nos emissores da RR na Buraca - 7Nov.
Há dias, dizia-me um amigo, costela moçambicana, com acesso a uma carta de Mondlane para Salazar apanhada no mato (infelizmente desaparecida): «fazer por salvar a tempo o essencial para não perder o importante» - de memória.
Cumpts.

Bonaparte disse...



Com todo o respeito, pela perda da Pátria e pela terra onde nasceram, mas continuam a não percer nada do que aconteceu.