05 setembro 2012

Daniel Oliveira, a sério


O negócio infame dura há mais de trinta anos. Enriquece editoras, empobrece as famílias, dilui a dimensão meta-escolar da educação e do ensino, confunde e, por vezes, constituiu-se em abuso de confiança e manipulação das crianças. Antes de fazer profissionais, a escola deve fazer cidadãos - corrijo, cidadãos patriotas - e deve reforçar o sentimento de pertença e promover a integração, sem os quais não há sociedade nem Estado. Os experimentalismos didáticos mostraram a que ponto o ensino é coisa demasiado séria para ser deixado nas mãos de "cientistas da educação".

3 comentários:

Lionheart disse...

Sabia que na Grécia os livros escolares até à universidade inclusive, eram grátis? Deixaram de ser a partir deste ano lectivo por causa da crise. Sabe que em Inglaterra os livros não não têm IVA. Mas em Portugal, país tão "letrado", transformou-se o livro num luxo e os livros escolares num negócio que esmifra famílias. E não há porcaria de governo nenhum que acabe com isto.

Isabel Metello disse...

É mais um (???!!!!:) lobby que provocou tanta confusão e desperdício a nível ambiental (abatimento de Árvores para a indústria do papel e das gráficas e assim...:). Por acaso, numa Escola onde ao mesmo tempo que faziam as Crianças cantar canções tipo "andando com Jesus eu vou" tbv as faziam cantar a Gandula Villa Piquena (o que vale é que a Criança chegava a casa e o mito urbano era desconstruído comme il faut; tb havia um professorzinho de Filosofia e de Teatro (por coincidência, na altura, um miúdo filho da directora e sem profissionalização para leccionar (tantos professores de Filosofia desempregados e profissionalizados; tantos Actores por aí tb desempregado/a, Meu Cosmos!) que mandava as Crianças escreverem isto nos cadernos (e olhe que não sou de lateralidades- sou pelo Altíssimo, logo...:) "esquerda: um por todos e todos por um!; direita: cada um por si e Deus por todos!"...Bem, lá trive, mais uma vez de desconstruir a simplificação à Criança!
Bem, voltando ao tema- esta indústria da descartibilidade dos manuais escolares, a partir do 25/74, encheu os bolsos a muita gente!
E até a nível pedagógico foi uma autêntica confusão, pois havia discrepâncias de bradar aos céus- era tipo: cada um escolhe os seus...
Ora, tal, no Ensino Estatal, revelava-se uma incongruência básica, para já não falar num total desperdício de verbas insustentável a nível económico e ecológico!
Lá está- as mudanças de regime deveriam banir o que estava mal e manter o que estava correcto! Até neste campo se revelou a Imaturidade Espiritual de um povo intrinsecamente Edipiano!

jorge.oraetlabora disse...

Mais uma medida - dentre tantas, "revolucionárias" - do regime político que tem destruído o País...
A aplicação da estratégia de A. Gramsci foi conseguida e deu "frutos": é ver como está carcomido o sistema educativo português...
Será que haverá hipótese de regressão...?