25 setembro 2012

A Campanha da Rússia na Biblioteca Nacional


Apresentação do catálogo na sessão presidida pelo Embaixador da Federação da Rússia e pela Directora-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal.


A águia bicéfala do Império Russo e a águia napoleónica encimando gravuras de Alexandre I e Napoleão I, abrindo a mostra hoje inaugurada em Lisboa, sessão que contou com a presença do embaixador da Rússia em Portugal. 
Memórias dos marechais de França, cartografia, gravuras, documentos provenientes dos arquivos russos e portugueses, assim como gazetas portuguesas de 1812-14, testemunhos da campanha que culminou com a expulsão da Grande Armée de solo russo e marcou o início do fim do domínio francês sobre a Europa. 


A batalha de Borodino, ferida a 7 de Setembro de 1812, o mais feroz choque militar da campanha e onde se perderam dezenas de milhares de vidas. A Legião Portuguesa participou na batalha, ocupando o centro do dispositivo atacante de Napoleão, perdendo meio milhar de homens. 

 A prática napoleónica de cunhar medalhas comemorativas de feitos militares iniciou-se em 1797, tradição inaugurada durante o reinado de Luís XIV e inspirada na medalhística romana da antiguidade. No decurso da Campanha de 1812 foram cunhadas seis medalhas, sendo a mais conhecida a Entrée a Moscou, XIV Septembre 1812, gravada por Bertrand Andrieu.


Cavaleiro da Legião Portuguesa, estampa aguarelada de Berger Levrault.


Uniforme do Regimento de Cavalaria 1, modelo 1806, que se veio a transformar no Regimento de Cavalaria da Legião Portuguesa, sob o comando do marquês de Alorna.

 Terçado francês, modelo regulamentar do ano XI para infantaria ligeira. Guarda em latão fundida em uma só peça em forma de D e punho com caneluras.


Ofício, do Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, datado de 31 de Agosto de 1812, para o Generalíssimo Kutuzov e para o Comandante do 1.º Corpo de Exército, Príncipe Wittgenstein, para que divulgassem a proclamação assinada em S. Petersburgo pelo representante de Portugal, apelando à deserção de militares portugueses integrados na Grande Armée.


Carta, do Rio de Janeiro, datada de 25 de Junho de 1814, do Príncipe Regente de Portugal,para o Imperador Alexandre I, comunicando que o Embaixador Extraordinário junto da corte russa, marquês de Marialva, fora encarregado de transmitir ao monarca russo felicitações por ocasião das vitórias sobre o exército napoleónico.

1 comentário:

Duarte Meira disse...


Não fossem as expressas recomendações do astucioso e prudentíssimo Rei D. João VI, poderíamos hoje os portugueses reivindicar sozinhos (sem os ingleses) a glória de termos sido os primeiros na Europa a derrotar em terra os exércitos de Napoleão. Em Novembro de 1807, sem adequado conhecimento do terreno e iludido por informações enganadoras, Junot, saído de Castelo Branco, em vez de descer às Portas do Ródão, põs-se a subir e descer os desfiladeiros só transitáveis por pastores da serra das Talhadas, caminho de Abrantes. No atravessamento da serra,onde existiam vários fortins defensivos do tempo de de Lippe, duas companhias de atiradores portugueses teriam sido suficientes para deter e afugentar os invasores, rotos, descalços, famintos,enregelados, que lá deixaram centenas de mortos, os mais deles abatidos à cajadada por pastores. E ainda tínhamos do nosso lado os bravos e prestigiadíssimos marquês de Alorna e Gomes Freire de Andrade. Mas, ai de nós! Se tivéssemos ousado a proeza, o que é que não teria sido a invasão seguinte...