01 agosto 2012

Gore Vidal: conservador protestatário


Morreu, talvez, o último grande vulto literário de um tempo em que os homens de letras eram instituições montadas sobre duas pernas. Uma vida inteiramente dedicada à arte e à escrita não é coisa de somenos; para mais, a obra e o homem jamais se renderam às tolas convenções morais, políticas e económicas da classe anti-cultura por natureza - a burguesia - e disse sempre aquilo que dele não se esperava. A grande glória de Gore foi, também, a de se manter em olímpica grandeza solitária, com toque de desdém aristocrático perante um mundo povoado por formigas.
O João Gonçalves dele pinta traços impressivos, leitura recomendável por não compaginar com a necrologia de ocasião.

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