21 agosto 2012

As imagens que não vemos


A Guarda Nacional Síria procede à limpeza dos últimos vestígios de grupos terroristas que se infiltraram na capital há duas semanas. Esta manhã, remanesciam pequenas bolsas nos subúrbios, oferecendo resistência esporádica como insignificante ao poder de fogo das forças da ordem. Estas imagens exprimem com eloquência o retorno da calma a Damasco, a proximidade entre militares e civis e a instalação lenta e sem sobressaltos da autoridade. Quanto a Aleppo, no norte do país, aguarda-se a cada instante uma grande ofensiva governamental. Decididamente, parece estar por dias a guerra imposta à Síria, pelo que os recentes desenvolvimentos - a visita quase histérica da criatura Clinton à Turquia, o envolvimento da Alemanha ao lado dos rebeldes, as diligências ocidentais junto de Moscovo - constituem indicadores seguros que a cartada falhou. A segunda fase pode estar iminente: matar o Presidente Assad ou um simples assalto militar unilateral dos EUA e da Turquia ao país. 

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