27 agosto 2012

Abril negro: a queda da República do Vietname ou a crónica de uma traição


















Vergonhosa traição, abandono de um fiel aliado, decapitação de um regime de cúpula católica, troca de parceiros no jogo pelo Sudeste-Asiático e moeda de troca no apaziguamento entre os EUA e a URSS pré-Helsínquia, incapacidade dos EUA em manterem uma guerra de longa duração ou submissão dos grandes interesses geopolíticos ao calendário eleitoral, eis algumas das questões deste último trabalho magno de George J. Veith, monumental pelos recursos documentais e importante para a compreensão do início do fim do fascínio pró-americano naquela região planeta.
Nguyen Van Thieu, o presidente eleito do Vietname do Sul - católico, descendente do clã Thrin, que governara o velho Vietname - representava uma velha aristocracia fiel a valores e a um certo sentido de missão que as administrações de Washington sempre abominaram, preferindo-lhes pequenos fantoches, manipuláveis, obedientes e transitórios. Thieu acreditou nas promessas de Kissinger - uma das mais funestas figuras da segunda metade do século XX, adepto da teoria da vacina anti-comunista, que pretendeu entregar Portugal à URSS - e lutou até ao fim para manter vivo o sonho de um Vietname não-totalitário. Leitura obrigatória.

2 comentários:

Isabel Metello disse...

A máquina de spin doctors da indústria de guerra norte-americana tem sido tão mortífera como a da ex-União Soviética! Juntos, lançaram o caos no mundo- o mal sempre divide para conquistar, através desses tais fantoches que massacraram e massacram populações de todo o mundo pelo vil metal! Por mais RP que contratem, que queiram manipular a forma mentis global, contra factos não há argumentos! Mas os EUA são um mundo e os maiores estudiosos dessas matérias são norte-americanos e a sua argumentação fundamentada não é mera retórica vácua! E lá vão os locutores da ONU (que até ao Hitler Negro, um facínora, atribuiu um cargo, quando deveria é ser julgado por Crimes contra a Humanidade no Tribunal de Haia sem clemência absolutamente algum, i.e., com um tiro na testa, juntamente com os seus capangas ignóbeis!) declarar palavras muito lindas que os enunciadores decidem! Massacram, matam, para depois lá irem os lavados ao cérebro (outros não, sabem bem o que estão a fazer...), pensando que estão a ajudar os resquícios da mortandade! Há-de chegar a um ponto em que isto dará o afa e vamos ver se levam para Lá petróleo e as chorudas contas bancárias! Quanto à ex(?)-União Soviética, o m.o. é o mesmo, ainda mais tendo um ex-KGB no poder!
A propósito, no outro dia, estive a ler um artigo sobre as Pussy Riot e, aparte as obscenidades no Museu que condeno, ainda para mais estando grávidas, o que disseram na Catedral do Cristo Salvador foi para denunciar as relações estreitas entre Putin e o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, com estas palavras de ordem: "Virgem Maria, Mãe de Deus, corre com Kiril" que "crê em Putin, seria melhor se acreditasse em Deus!". Olhe, subscrevo integralmente! Não creio em super-homens nietzschianos darwinistas e que não respeitam Princípios de Qualquer Texto Sagrado!

Isabel Metello disse...

E mais, Miguel, nesse mesmo artigo foram recordados e bem as suspeitas mortes da jornalista Anna Politkovskava, do dissidente Alexander Litivinenko, morto por envenenamento em Londres, e do envio para um campo de detenção (eufemismo pós-moderno para um de concentração) Mikhail (trema no i) Khodorkovski. A meu ver, as vítimas são todas iguais em Direitos Inalienáveis, não há assassinatos estratégicos e infames mais assassinos do que outros, holocaustos mais holocáusticos,não há genocídios mais genocidas do que outros! Para mim Hitler e Staline foram dois monstros- mataram milhões de Vidas inocentes, mas enquanto que o primeiro e a corja de psicopatas que o rodeava, entre eles o anjo da morte (recuso-me a colocar o cognome desta criatura em maiúsculas!), não conseguiram que a sua solução final não tivesse visibilidade global, o segundo conseguiu-o, mesmo tendo condenado à morte 100 milhões de pessoas à fome, à tortura, ao fuzilamento!
Fuzilar um psicopata é propedêutico, é profiláctico, pois é uma máquina mortífera e não parará nunca (libertem o da Noruega daqui a 21 anos e vão ver se se alguma vez se arrependerá e se não voltará ao mesmo!), matar Inocentes é outro campeonato totalmente oposto! Para mim, o mal não tem cor- tem cheiro- o do enxofre e é praticado desde a esfera micro à macro! Só há uma forma de o combater, mesmo que se tenha de perecer- enfrentando-o por Princípios Sagrados!