15 julho 2012

Uma democracia imperfeita a caminho de um regime autoritário?


Portugal já não é considerado um país democrático pelos institutos internacionais, mas uma "democracia imperfeita", tal como  a França - onde as entorses da lei eleitoral são conhecidas - bem como a Itália e a Grécia, que perderam, de facto, governos soberanos e entregaram-se às determinações de procuradores financeiros estrangeiros. A Espanha acaba de juntar-se ao clube dos pelintras. É evidente que a nossa democracia tenderá a esvair-se na proporção directa da crise, da pauperização e da espiral de conflitualidade que se avizinha. Quem deve andar ufano com tantas inusitadas aproximações é Lukashenko, o último ditador de tipo clássico do velho continente. Dá vontade de rir. O velho Sartori, que foi quase esquartejado quando, na década de 70, se referiu às "democracias latinas", vê agora confirmados os piores vaticínios. Afinal, também o velho e saudoso Professor Jacinto Ferreira, um dos fundadores da Nova Monarquia, tinha razão ao afirmar que a história portuguesa contemporânea se limitava a dois ciclos: o da ditadura seguida de balbúrdia, e o da balbúrdia seguida de ditadura. Com a espiral de escândalos, o nepotismo, a desagregação e degradação do Estado, parece estarmos quase a passar de um ciclo a outro. Uma fatalidade.
Nota final: repararam os caros republicanos que as 7 mais bem sucedidas democracias são monarquias?


Lukashenko faz-me lembrar alguém, mas não sei ao certo quem. É a Europa a caminho do tianato.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

O chapéu é pavoroso, demasiadamente grande. na parte superior falta um elemento decorativo. Quanto a Lukashenko, o presidente já tem um sucessor. O filho que ainda anda na primária.