21 julho 2012

Povo sírio,às armas !



Sabe-se, finalmente, quem municiou, adestrou, pagou e transportou os 60.000 mercenários fundamentalistas oriundos da Tunísia, Líbia, Afeganistão, Iraque e Arábia Saudita que invadiram a Síria no início da presente semana. Pelo dedo se conhece o gigante - diziam os romanos - mas no caso presente não se trata de um, mas de vários dedos (o dedo do turco, o dedo da plutocracia cujo nome não se pode pronunciar, o dedo do fundamentalismo, o dedo dos poderosos cartéis do tráfico de ópio que dominam as rotas da Asia Central para o Ocidente). Os sites dos jornais em língua inglesa publicados em Damasco foram atacados por cyber piratas, as emissões da televisão estatal e das rádios interferidas por fortes sinais emitidos a partir de dois países contíguos, as licenças dos satélites de comunicações suspensas. 
A televisão russa, a única que continua no terreno a dar cobertura directa e isenta, oferece uma perspectiva absolutamente diversa da situação, mostrando imagens terríveis das chacinas cometidas pelos terroristas, a vandalização de templos cristãos, fogo posto e queima de bibliotecas e museus, execução sumária de funcionários públicos, policias, magistrados, mutilações e espancamento de mulheres que recusam o véu. O exército está a reagir e a bater os invasores, mas para as CNN's e demais cadeias globais de intoxicação persistem em oferecer uma imagem de desagregação do regime. O Presidente lançou ontem um apelo às armas perante a invasão. Os cristãos foram os primeiros a apresentar-se. Parece ter chegado a hora decisiva.

1 comentário:

Pedro Leite Ribeiro disse...

Mais uma vez a diplomacia portuguesa se revela uma Maria-Vai-Com-As-Outras, o que é deveras vergonhoso. Até agora, que eu saiba, apenas D. Duarte tentou alertar o nosso governo para a outra perspectiva do assunto. Creio que ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que tanta determinação mostrada pelos que se opõem ao governo sírio se deva apenas ao amor de um povo pela liberdade. Esta determinação evidencia a existência de ideologia e fanatismo, dinheiro e armamento estrangeiros. A política internacional é mesmo um terreno pantanoso e repulsivo... Lamento que a Turquia tenha aberto a fronteira à passagem dos mercenários sunitas. O facto de ser membro da OTAN não deveria vincular um tão grande país a serviços tão degradantes como esse. Alguma contrapartida deve ter sido prometida aos turcos. Gostaria que a Rússia (e a China) percebessem a importância da opinião pública internacional e soubesse, ou pudesse, contra-atacar a desinformação que grassa no Ocidente.