27 julho 2012

25 de Abril de José Hermano Saraiva

Veio o 25 de Abril e os que queriam persegui-lo e prejudicá-lo expulsando-o de tudo o que era lado não faziam a mais remota ideia de que, ironicamente, estavam a abrir-lhe o tempo para o cultivo e florescimento da mais rematada das suas vocações. O 25 de Abril pensou ter vazado sobre ele a lia da ignomínia e o ferrete do banimento; ao invés, aliviou-o da canga dos deveres oficiais e devolveu-lhe o tesouro da liberdade individual; mais, deu-lhe gratuitamente a chave de um porto abrigado a partir do qual lhe foi permitido recriar-se e transcender-se. O 25 de Abril proporcionou-lhe, inadvertidamente, um novo Vale de Lobos a ser habitado por um novo Herculano; e deu-lhe tempo para tentar sê-lo deveras.

1 comentário:

Isabel Metello disse...

Mais uma prova de que, para Homens/Mulheres e Almas como o Senhor Professor José Hermano Saraiva, os medíocres maléficos (a maldade é sempre medíocre, pois é cobarde, baixa, não tem Honra...:) são meros instrumentos Divinos de autosuperação.Entretanto, os medíocres, vermes que se entretêm nos seus jogos de bastidores efeminados, continuarão até à sua perdição.É a Lei Universal da intemporal natureza humana e de um país provinciano (no sentido queirosiano e camiliano...:) quer no campo quer na cidade (lá implode a dicotomia campo/cidade; cidade/campo :)- só muda a aparência, a limitação de horizontes, a forma mentis pequenina é, tendencialmente, a mesma como a lesma! E já se passaram 38 anos, não foi? Foi pena não terem tido contacto com o Moçambique dos anos 60-70- nem sabem o que perderam! Mas sempre há o youtube para arejarem os mitos urbanos de granito que lhes comprimem as meninges e o cerebelo! :)