07 junho 2012

Novena de disparates


D. Januário Torgal Ferreira pede que se reze pela democracia e lança ferrões ao Primeiro-Ministro. Infelizmente, Portugal tem uma Igreja pobre, sem príncipes como antigamente, mas com muita enxada que não cava. O bispo camuflado pouco acrescenta às antológicas ninharias bem-aventuradas daquele Manuel Martins de má memória, que por ser bispo de Setúbal, julgava poder apascentar o povo CDU. Depois de Melícias -  cujo nome anunciava o acordo ortográfico - dos tempos do maná (aquilo eram só graças e dádivas, mas o Melícias confundia os cartões de crédito e o consumo com a generosidade do Senhor) fica Januário a fazer de plantão. É evidente que nada do que diz amansa aqueles que não vacilariam dois segundos em tirar à Igreja os feriados, mais o património e reduzi-la à igualdade com os manás, as testemunhas e outras quejandas. Com o Cardeal Patriarca que temos - que fosso entre Policarpo e os seus dois antecessores - já pouco nos surpreende na Igreja Católica Portuguesa-ml.

5 comentários:

Liceu Aristotélico disse...

Melícias dá Malícias...

Pedro Marcos disse...

É caso para dizer que estes padrecos dão razão aos evangélicos que clamam contra a Grande Prostituta.

É que a ICAR está mesmo do lado do princípe deste mundo.

Isabel Metello disse...

O Padre milícias é Franciscano, não é? Mas então como é que um Franciscano tem cartões de crédito e o salário que veio nos media? Será boato? Bons Cistãos, sim senhora! Olhe, Miguel, fartinha de falsas beatas estou eu, sejam elas religiosas ou laicas vai dar ao mesmo- a estrura profunda é a mesma!!! A Palavra Sagrada de Cristo sempre a Ser Maculada pela mundanidade e pelo contrário da sua Essência- o egoísmo bestial reticular- repugna-me! São estes mesmos que, se Cristo Voltasse O Crucificariam no Terreiro do Paço, para serem congruentes com os seus antecessores...

JdB disse...

Para que conste: sou leitor assíduo deste blogue e revejo-me em muitas das posições do seu "dono". Não venho à procura de sarna nem porque o corpo me pede chatice. Venho à procura da proximidade de ideias, não da distância ideológica.
Deixe-me contar-lhe uma breve história: durante muitos anos trabalhei numa multinacional que produzia e comercializava bens de grande consumo. De entre os inimigos internos que todos tínhamos, as Vendas eram um deles. Porque as Vendas não vendiam, porque as Vendas negociavam mal, porque as Vendas isto e aquilo. Um dia, um jovem director das Vendas disse: toda a gente fala das Vendas mas é uma "gaja" (e perdoe-se a expressão) que nunca ninguém viu. O que é isso das Vendas? Se querem dizer mal, digam-no dos vendedores."
Afirmar no topo deste blogue que não se diz mal de Portugal significa o quê, exactamente? Que não se diz mal da sua geografia ou da sua gastronomia? Quando casca nos políticos, nos jornalistas, na igreja, no mundo académico, está a cascar num mundo extrínseco a Portugal?
Na generalidade dos casos até concordo consigo, seguramente com menos bagagem argumentativa. Talvez, como católico, me tenha agradado menos este seu post, porque as generalizações são potencialmente injustas e a ICAR continua a ser o grande baluarte da solidariedade em Portugal e no mundo, não só do ponto de vista organizativo, como do ponto de vista da inspiração. E a Igreja somos todos nós, não só os príncipes que desapareceram.
Excedi-me na dimensão, do que peço desculpa.
Parabéns pelo blogue.
JdB

Combustões disse...

JdB
Eu sei que a solidariedade dos católicos portugueses bate aos pontos o salivar inconsequente dos bloquistas. Sei, também, que há prelados portugueses muito dedicados. Cito, com exemplo, D. Manuel Clemente, homem respeitabilíssimo. Só não gosto, sinceramente, de ver um Cardeal Patriarca a beber whisky e a fumar em público. Eu vi !