27 junho 2012

Coisas antigas que não se repetirão

O Diabo, 3 de Julho de 1984


Em meados de 1984, perante as primeiras arremetidas da Nova Monarquia, alguns monárquicos inquietos quiseram travar o ímpeto do movimento, procurando associá-lo a posições "corporativas, mesmo que mitigadas". O tempo se encarregou de demonstrar que a proposição do alargamento da representação mediante a criação de uma câmara alta e especializada (vulgo senado), ao invés de diminuir o papel dos partidos na vida política, teria sido poderoso agente de participação dos portugueses na vida da cidade. A inteira confiscação da vida política pelos directórios partidários - uma das causas do actual afastamento e desencanto da população - teria sido evitado. Um senado especializado, eleito pelo voto das forças económicas, do trabalho, do ensino e da investigação, e das regiões teria podido aplicar as reformas negociadas que um parlamento entregue ao amadorismo e à tão funesta disciplina de voto dos grupos parlamentares não pode ou não tem querido fazer.
No que ao movimento monárquico respeita, sanados desentendimentos e esclarecidas dúvidas, o tempo é de unidade na diferença pois hoje, passado mais de um quarto de século, sabemos que todos, sem excepção, tínhamos razão ao defender a restauração da monarquia como o começo da restauração do país. 

4 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Pois o que na altura dizíamos e eram "atentados", hoje é simples bom senso. Como os tempos mudam!

Nuno Castelo-Branco disse...

Pois o que na altura dizíamos e eram "atentados", hoje é simples bom senso. Como os tempos mudam!

Nuno Castelo-Branco disse...

Pois o que na altura dizíamos e eram "atentados", hoje é simples bom senso. Como os tempos mudam!

A.F disse...

Caros amigos,

Sou leitor frequente deste espaço embora não costume comentar artigos.
Aproveito apenas para dizer, que a altura em que vivemos é talvez propícia para a « refundação » da Nova Monarquia enquanto movimento independente. Penso que muitas pessoas se iriam rever no mesmo, ainda para mais com um PPM que se afirma o unico defensor da causa monárquica Portuguesa se encontrar esfanicado em frangalhos, entregue a fadistas marialvas e politicamente morto, há já varios anos.
Para quem procura um ponto de ruptura e um novo rumo para o País, que não se revê nem nesta républica, nem nessa monarquia da linha de sintra/cascais, seria sem dúvida um oásis no deserto.

André