15 junho 2012

As mães de Bragança tinham razão


Uma tarde perdida num tribunal de trabalho para resolver um insignificante caso de tentativa de extorsão movido por uma copeira brasileira a quem pagava ordenado igual ao de um técnico superior do Estado. Disse-me a juíza que os tribunais estão atulhados de casos envolvendo gente desta, aqui chegada aos trambolhões, com entradas mansas, melífluas e de paqueração e que terminam em acções movidas contra os ingénuos incautos que se deixaram ludibriar pelos superlativos tropicais. O modus faciendi é inalteravelmente o mesmo: trabalhar seis meses ou um ano sem acidentes, obter o contrato permanente, arranjar circunstância, provocar, mentir, roubar, levando o empregador à exasperação e, depois, mover ao desgraçado um processo, exigindo-lhe reparações superiores a dois dígitos de milhares. A indústria da extorsão está montada, com testemunhas que repetem uma lenga-lenga coreografada ao segundo, lágrimas e olhos macerados de dor, intervenção de "pastores" dessas igrejinhas que surgiram como tortulhos em todas as esquinas e até equipas de advogados brasileiros que estabelecem o preço, "fazem o trabalho" e dividem o bolo com as aventureiras.
O fenómeno das brasileiras não se limita a casos de cozinha. Há-as, aos centos, de banca montada na formidável rede de alterne que se espalhou pela geografia portuguesa - não há vilória sem uma maison close e respectivo serralho - mas também nas páginas a perder de vista dos jornais diários: os bum-buns de chocolate, trabalhos completos, os escortes e as "acompanhantes", as massagens sensuais, as jovens "morenas, tímidas, carinhosas e divertidas", "serejas maduras de curvas perigosas", as "amantes de cavalheiros de bom nível" e demais "mulheres pêras". Disseram-me que o plano de inserção rápida até incluiu casamentos com presidiários, que lhes garantem imediato acesso à cidadania portuguesa, bem como casamentos com desgraçados de 80 e 90 anos confinados a essas mortuárias de transição que são os "lares para a terceira idade". Com o passaporte na mão, Londres e Paris à vista. As capitais europeias estão cheias dessas e desses novos portugueses inundando os jornais com ofertas de sensualidade rasca. Afinal, as mães de Bragança tinham razão.
"Vá, me liga, dois, um, meia, meia, quatro, três."

3 comentários:

Zephyrus disse...

Há famílias de posses elevadas a caminho da falência por causa dos dotes de sedução destas brasileiras. Os vindouros provavelmente nem terão dinheiro para estudar nem as habitações da família para morar. Pais de família abandonam a mulher, filhos e netos, para viverem uma segunda adolescência com as suas amantes tropicais. Pelo meio, o dinheiro desaparece em hotéis, restaurantes de luxo, e prendas avultadas: carro topo de gama, apartamento, jóias, cursos superiores. Quais as causas deste fenómeno?

conservador disse...

Deixe lá, o vil metal e a falta dele tratarão da limpeza s seguir e em breve. Há mais de dez anos os tribunais portugueses estão com essa gente, só que a sociedade civil só está atenta ao que come da tv...

Isabel Metello disse...

Miguel e Zephyrus, deixem secar a fonte da "prostituta universal" e vão ver que os maridos e pais alucinados, quiçá makumbados :)) regressarão a casa com o rabo entre as pernas, muito arrependidos :))) uma vez, num cabeleireiro ia-me partindo a rir- dizia a criatura exuberante ao meu lado- se o homem me ligar, vou dizer que estou numa fila de supermerrrcado enorrrme, pois sexta-feira é dia santo- é dia de cabeleireiro (sotaque nordestino! :)))) E não é que o homem ligou mesmo passado uns minutos e a criatura até de tom de voz mudou???!!!! (foi, deveras, creepy! :) e disse :) "oi, meu bem, olha estou aqui numa fila de superrmerrcado enorrrme, depois te ligo, tá???!!!, beijo!!! :)))olhe, eu fiz um esforço para não dar uma gargalhada, mas a cabeleireita tb brasileira deve ter topado pois fiquei com o cabelo tricolor! :)))