09 abril 2012

Um grande esquecido

A intervenção arrasa-quarteirões que Paulo Varela Gomes fez há cerca de cinco anos mantém-se actualíssima. Explica, também - para além do profetismo e da tremenda coragem - o estado a que isto chegou. Explica, por último, o fim do acesso às tv's de um homem que é, talvez, das últimas vozes livres que ousa afrontar os muitos bezerros de ouro em que temos vivido ao longo de décadas. Não, Paulo Varela Gomes não é um "extremista" nem um anti-democrata. Pede, apenas, que esta forma de governar dê lugar à soberania da inteligência e do patriotismo. Vale a pena ouvi-lo. Uma verdadeira aula em tempos de colunas vergadas e medos.

 

1 comentário:

Isabel Metello disse...

Adorei ouvir o Professor Paulo Varela Gomes, que não conhecia! Grande Coragem e Educação, um Civismo de espantar cá no burgo, pois enuncia uma excelente capacidade individual crítica analítica! E tem toda a razão- Lisboa será sempre o Símbolo de um Império, nem que seja o V, pois dali partiram as naus na Viagem Física e Iniciática cantada por Camões, que molda a identidade colectiva.
Claro que vozes lúcidas outsiders são logo alvo da mediocridade sistémica, os tais "rebanhos de pensamento" que até contrariam a matriz que dizem admirar- a do individualismo crítico proveniente da Revolução Francesa :) Neste país, é (quase:) tudo um híbrido paradoxal!
Adorei a directa aos lambe-botas à busca de subsídios! :)))
Mas tb concordei com o último orador, do qual não me lembro do nome, pois Portugal tem cidades lindas como o Porto, Viseu, Coimbra, Guarda, Lagos, Évora entre tantas outras (onde se perpretaram verdadeiras barbaridades- a anta estava plena de grafittis, quando lá fui em 2007; alguns daqueles menires (não sei se é este a designação) foram movidos da sua posição original, que tinha um significado esotérico, face à inclinação Solar; o templo de Diana já foi transformado num talho, tendo sido as colunas furadas para lá pôrem uma porta- isto é de gente completamente ignorante! Lá vou repetir o mesmo :) os Ingleses transformam um calhau num ex libris, nós transformamos ex libris em ruínas devolutas que, depois de cadentes, são aproveitadas pela boçalidade novo-riquista (no mau sentido:) para construir mamarrachos e encher os bolsos de tantos interesses!

Mas tenho de confessar algo :) por uma questão de inteligência pragmática a calçada Portuguesa deveria ser banida nas vias de circulação de peões, principalmente em locais onde a horas de produtividade são perdidas por tornozelos torcidos, pés e cabeças partidas (então quando estão já muito limadas e chove- é um perigo público! ). Já para não falar na discriminação de cidadãos com deficiência motora, por uma questão de higiene pública e até de poupança não só do calçado de nós mulheres como da própria empreitada, pois fica muito mais barato e é muito menos obstaculizante o cimento, não implicando tanta remodelações constantes que vão contribuindo, por motivos vários para a deflação do erário público.
Guardavam a calçada para zonas turísticas- o centro do Rossio, Alfama, outros bairros típicos e deixavam os cidadãos circularem sem terem de estar muito atentos aos passos, senão podem ir parar ao hospital (o que implica mais gastos públicos e até baixas nos empregos, logo, um reforço da deflação ao nível da produtividade...:)