14 abril 2012

Porque não houve "primavera árabe" em Marrocos



Marrocos não é governado por uma oligarquia. A simples existência de uma monarquia é freio para as arremetidas do gangsterismo político. Mas há uma explicação para o silêncio das grandes centrais da demagogia e da parvalhização. Segundo os mais atentos analistas, o Reino está a passar por uma verdadeira revolução silenciosa. Está-se a adaptar à nova realidade mundial, ganhou peso concorrencial e está a investir grande parte dos recursos na modernização das comunicações e infraestruturas. Acresce que o investimento na educação científica e tecnológica o vai libertando da dependência externa. O milagre económico tem um animador: o Rei. As boas notícias não são objecto dos noticiários. Os especuladores internacionais também não têm razão para qualquer euforia. Em Marrocos não vai haver turbamulta nas ruas. Nem barbudos, nem plutocratas!

2 comentários:

Pedro Leite Ribeiro disse...

É verdade! Estive lá em Agosto passado e pude aperceber-me do enorme esforço do Rei e do Povo em conseguir democratizar e modernizar sem sobressaltos. Os "barbus", como o meu amigo Mr. Rashid chama aos fundamentalistas, estão bem controlados pela força especial criada pelo Rei para esse efeito. O valor das reformas que se vão empreendendo é enorme num país em que a interioridade e as tradições de poder dos caciques das montanhas têm ainda uma força descomunal.

Nuno Castelo-Branco disse...

Mas já anda pela imprensa uma cerrada campanha dizendo cobras e lagartos do Rei-empresário e "dono do país" que controla com pulso de ferro. Aliás, creio que Marrocos será o próximo alvo e basta lermos a imprensa "especializada" para entendermos o que poderá suceder em Marrocos. O El País é um caso típico.