19 abril 2012

Não tem estofo de império


Uma vez mais, aterradoras evidências da absoluta incapacidade do americanito em refrear a genética. Não é novo, pelo que as palavras se esgotam na contemplação de imagens que se vão vulgarizando. Aquilo já não é um exército; transformou-se numa horda de gentuça indigna de vestir um uniforme. A guerra está há muito perdida e passou a ser negócio para companhias de alistamento milionário, escoamento da escória e lumpen suburbano, assim como mina para os fornecedores de logística. A intervenção manu militari dos EUA no Médio Oriente foi um desastre em várias fases e não há analista sóbrio que consiga justificar tão prodigiosa safra de maus exemplos. Há até quem pense, como é o caso de George Friedman, que aquelas guerras tolas não servem para afirmar uma ordem, mas para destruir qualquer possibilidade de reposição de ordem. Para o insuspeito analista, os EUA estão na região para aprofundar o caos e semear o vazio. Estou certo que ao Afeganistão e ao Iraque - hoje gloriosas democracias - se seguirá a Síria e logo depois o Paquistão e o Irão. O "modelo" americano morre a cada segundo.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Fácil: vai ao youtube, vê uns videos de GI durante a II Guerra Mundial e compara-os com estes figurantes de gang do Bronx. Espantoso!