29 março 2012

Passos em frente


Gostei de o ouvir. Está mais seguro - salvo seja - e parece ter-se autonomizado da quinquilharia e dos cacos velhos da nefanda era Cavaco. Passos Coelho não escolhe, decididamente, a via da salivação. As pessoas começam a gostar dele por não prometer, não iludir, não protelar. A dureza também é uma qualidade, sobretudo quando fala a língua da verdade. Que diferença entre o comedimento, a prudência, o ligeiro toque de pessimismo e o" phoney balonismo" de um certo gajame e tipame de sorrisinho tonto que ao longo de décadas foi abrindo a cova onde nos deitamos.
Passos Coelho precisa, agora, de ligeiro aprimoramento. É necessário que tenha coragem para alargar o leque do discurso e fale mais no futuro, sobretudo aquele que não jaz na Europa, aquele que é essência e destinação da comunidade portuguesa.

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