09 fevereiro 2012

Xipamanines europeus


Um tal Schulz - quando um alemão não é Schulz, é Müller (moleiro), Becker (padeiro), Koch (cozinheiro) ou Bauer (lavrador) - teve a ousadia de se meter com o atlantismo português. É evidente que para os alemães e restantes tribos europeias jamais tocadas pelo génio de Roma, a dimensão do mundo é diminuta: uns bantustões na Boémia, uns kimbos na Polónia, umas senzalas na Morávia, uns Xipamanines na Hungria, mais meia dúzia de kraal na Eslovénia e uns hotentotes nas faldas dos Cárpatos. É um mundo pequeno, com guerras tribais intermináveis, povoado por gente gorda e feia como os sete pecados mortais que nunca foi domesticada pela espada de um Germanicus ou pelo estro de um Virgílio; uns bons selvagens comedores de bagas que calcaram o Mundo Antigo, lançaram a Europa na Idade das Trevas e, finalmente, assestaram pela voz de um monge meio-doido irreparável golpe na unidade europeia da Res publica christiana.
O tal cabo Schulz - os alemães, quando não são Von, são todos cabos - parece querer convidar Portugal a sair da tal união de tribos que se diz Europa. Ora bem, saiamos, já, sem sobressaltos, dessa comunidade de adoradores do novo Endovélico do dinheirinho e regressemos, sem demora, ao nosso mundo. 

1 comentário:

Carlos Velasco disse...

Caro Miguel,

Esses tipos esquecem que nós não esquecemos, e que fomos educados a ver filmes onde nossos heróis ensinaram como se lida com hunos.

http://www.youtube.com/watch?v=pRHqtbt3ORc

Saudações anti-nazis.