05 fevereiro 2012

A necessidade de Aurelianos


Quando as civilizações se desmoronam, as fronteiras são trespassadas por invasores, as antigas instituições soçobram de cansaço, os braços deixam de produzir, o conformismo e o derrotismo tudo invadem, há necessidade que alguns, arrostando todos os perigos, contrariando a fatalidade da morte anunciada, se levantem e dêem exemplo de fortaleza, serenidade e comando. A Europa de hoje, 1800 anos depois de Aurealiano, parece reproduzir o negro quadro de presságios que se abateram sobre Roma. Das casernas saiu então o grande estratega que venceu os bárbaros nos Alpes, pacificou as províncias rebeldes e a Roma trouxe em triunfo aprisionados Zenóbia e Tetricus, segurou os Balcãs, reconstruiu as finanças, esmagou a plebe amotinada.
Restaurador do Mundo, como ficou conhecido, a sua biografia merece ser estudada, assim como as medidas que então adoptou como programa de salvação. A Europa precisa de novos Aurelianos. Que venham depressa !

1 comentário:

Carlos Velasco disse...

Caro Miguel,

Que venha, mas que tenha um destino mais feliz. Está na hora de acabar com o reinado dos Dídios Julianos, não só por cá, mas em todo o Ocidente.

Saudações.